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    Treinador de futebol da Ucrânia lança dúvidas sobre repescagem para Copa

    "Não podemos pensar nisso neste momento", disse Petrakov; partida contra a Escócia foi adiada para junho pela Fifa, em razão da invasão russa

    Logotipo da Fifa em frente à sede da entidade, na Suíça.
    Logotipo da Fifa em frente à sede da entidade, na Suíça. Arnd Wiegmann/Reuters (5.ago.2020)

    Anastasia Graham-YoollAleks Klosokda CNN

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    Oleksandr Petrakov – treinador da seleção nacional masculina de futebol da Ucrânia – colocou em dúvida se o jogo de repescagem da eliminatórias para a Copa do Mundo da Fifa de 2022 contra a Escócia pode acontecer em junho.

    O jogo estava inicialmente marcado para 24 de março em Glasgow, Escócia, mas foi adiado pela Fifa para junho, na sequência da invasão russa da Ucrânia.

    “Enquanto as pessoas no meu país continuarem morrendo, não posso pensar em jogar o jogo na Escócia”, disse Petrakov numa entrevista à estação de televisão ucraniana Football 1.

    “Ainda temos abril e maio por vir, e veremos o que acontece então, mas é suposto jogarmos na Escócia em junho, bem como nos jogos da Liga das Nações”.

    “Mas não podemos pensar nisso neste momento, dada a situação atual”, acrescentou Petrakov.

    Uma data para o reescalonamento das eliminatórias está ainda por ser anunciada pela Fifa.

    O vencedor do jogo entre a Escócia e a Ucrânia está agendado para se encontrar com o País de Gales em uma partida única para determinar quem se classifica para a Copa do Mundo de 2022 no Qatar, que está marcada para começar em 21 de novembro.

    Nem a Fifa, nem a Uefa, nem a Associação Escocesa de Futebol estiveram imediatamente disponíveis para comentários quando contatados pela CNN em resposta aos comentários de Petrakov.

    Na entrevista, o treinador de 64 anos refletiu também sobre como a guerra em curso o estava o afetando pessoalmente.

    “Sou natural de Kiev, não parti e não vou a lado nenhum, vou ficar na minha casa em Kiev […] tomei a minha decisão: Não quero partir, não tenho medo, sou um homem de resiliência.

    “Para mim, a Rússia não existe como um país. No que me diz respeito, não há lá pessoas, nem amigos”.

    “Sairemos mais fortes, isso não é apenas 100%, mas 200%”.

    Em resposta à invasão da Ucrânia por Moscou, a Fifa e a Uefa suspenderam todas as equipes internacionais e de clubes russos da competição “até nova ordem”.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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