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Falha da Honda limita Aston Martin no último dia de testes da Fórmula 1

Equipe perdeu quilometragem após falha na unidade de potência

Alan Baldwin, da Reuters
Problema com bateria da Honda agrava as dificuldades da Aston Martin
Problema com bateria da Honda agrava as dificuldades da Aston Martin nos testes da Fórmula 1  • Divulgação/Aston Martin
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Os problemas da Aston Martin se agravaram nesta sexta-feira (20) após uma falha na unidade de potência da Honda tirar a equipe do último dia dos testes de pré-temporada da Fórmula 1 no Bahrein.

A equipe baseada em Silverstone completou bem menos quilometragem do que as rivais. O time chegou atrasado ao shakedown inicial em Barcelona e, em seguida, enfrentou problemas de confiabilidade nos dois testes realizados no Bahrein.

A Honda, parceira de motores, informou em comunicado que um problema relacionado à bateria afetou o treino de Fernando Alonso na quinta-feira (19), no carro projetado por Adrian Newey.

“Desde então, estamos realizando simulações no banco de testes na HRC (Honda Racing Corporation) Sakura. Por causa disso e da falta de peças da unidade de potência, adaptamos o plano de atividades de hoje (sexta-feira) para ser muito limitado e composto apenas por stints curtos”, informou a Honda.

O canadense Lance Stroll, que deveria pilotar o carro durante todo o dia e cujo pai, Lawrence Stroll, controla a equipe, foi à pista apenas para uma volta de instalação pouco antes do intervalo do almoço, mas não registrou tempo.

Em contraste, Ferrari teve Charles Leclerc como o mais rápido do dia, completando 80 voltas.

“Não estamos onde gostaríamos de estar. Não demos muitas voltas, mas temos uma quantidade enorme de dados para a Austrália”, afirmou o diretor da equipe, Pedro de la Rosa, à Sky Sports.

Na quinta-feira, Alonso disse a repórteres que não tem dúvidas sobre as capacidades de Newey. “Precisamos destravar mais desempenho”, afirmou o bicampeão mundial. “Ainda estamos avançando passo a passo com o carro. Estamos um pouco atrás, temos de admitir isso, mas espero que ainda haja tempo para melhorar.”

“Quanto ao chassi, não há dúvidas: temos o melhor conosco. Depois de mais de 30 anos de Adrian Newey dominando o esporte, acho que ninguém duvida de que vamos encontrar uma maneira de ter o melhor carro no fim”, acrescentou o espanhol.

“Na unidade de potência, precisamos esperar para ver quando conseguirmos liberar todo o desempenho, onde estaremos e o que está faltando, para então trabalhar duro.”

Mais cedo, a fabricante de carros esportivos de luxo Aston Martin sofreu uma queda superior a 4% no preço de suas ações após alertar para um prejuízo anual maior do que o esperado pelo mercado.

A temporada começa na Austrália em 8 de março.

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