Fórmula 1: McLaren defende Sainz após revolta de Piastri no GP da Hungria
Chefe de equipe Andrea Stella diz que colisão foi acidental e aponta falha nas luzes azuis do sistema para retardatários

A McLaren saiu em defesa de Carlos Sainz após Oscar Piastri demonstrar forte irritação com o ex-piloto da equipe pela colisão que comprometeu sua corrida no Grande Prêmio da Hungria, disputado no domingo (26).
O espanhol, atualmente na Williams, se envolveu em um toque com Piastri quando o australiano tentava colocar uma volta sobre o rival e manter a liderança da prova após sua segunda parada nos boxes.
O tempo perdido no incidente permitiu que o companheiro de equipe de Piastri e atual campeão mundial, Lando Norris, assumisse a ponta quando fez seu pit stop algumas voltas depois, já com vantagem suficiente para permanecer à frente. Norris seguiu até a vitória, conquistando o primeiro triunfo da McLaren na temporada da Fórmula 1.
Piastri acabou abandonando a corrida por causa de um problema no câmbio quando ocupava a segunda colocação, frustrando uma dobradinha da McLaren.
Segundo o chefe da equipe, Andrea Stella, um problema no sistema de sinalização para retardatários pode ter contribuído para o incidente.
"Meu entendimento é que os painéis azuis de advertência não estavam funcionando. Talvez isso tenha tornado mais difícil do que o normal para os retardatários perceberem, pelos retrovisores, o que estava acontecendo", afirmou Stella aos jornalistas.
Stella também saiu em defesa de Sainz e classificou o episódio como um acidente sem intenção.
"Carlos é um piloto muito correto e muito justo. Tenho certeza de que foi algo totalmente não intencional, embora tenha sido uma pena para o Oscar."
O dirigente afirmou ainda que compreende a reação de Piastri após perder a liderança.
"É absolutamente compreensível que, depois de liderar a corrida por quase metade da prova, você veja a liderança escapar por causa de um incidente com um retardatário. Nesse momento, é natural fazer um comentário tomado pela raiva."
Piastri critica Sainz pelo rádio e após a corrida
Depois de ultrapassar Norris logo na primeira volta, Piastri fez duras críticas a Sainz tanto nas mensagens de rádio quanto após o fim da prova.
"Ele estava disputando a última posição com o Fernando Alonso como se fosse o campeonato mundial e me fez perder a liderança da corrida", declarou o australiano aos jornalistas.
Piastri também afirmou que Sainz costuma criticar outros pilotos e disse que o espanhol deveria rever a própria postura.
"Ele costuma ser bastante crítico com os outros, e outras pessoas já disseram que ele pode ser frustrante na pista. Quando você faz algo assim, talvez devesse olhar um pouco para si mesmo."
O piloto da McLaren afirmou que não aceita a justificativa de que Sainz não o viu.
"Não me importa se ele não me viu. O fato de ele não ter visto, ou de ninguém ter avisado, ou de ter faltado total percepção da situação, é inaceitável."
Sétimo colocado no campeonato e 36 pontos atrás de Norris, Piastri inicialmente deu a entender que a McLaren tinha responsabilidade pelo incidente ao colocá-lo de volta na pista em meio ao tráfego após o pit stop.
Mais tarde, porém, reconheceu que a equipe não poderia ser responsabilizada por uma decisão estratégica que não considerava a possibilidade de ser atingido por um piloto mais lento que ele tentava ultrapassar para aplicar uma volta.
Durante a corrida, sua reação pelo rádio foi ainda mais explosiva e repleta de palavrões.
Sainz cita falha nas luzes azuis
Punido com cinco segundos pelo incidente, Carlos Sainz afirmou que não havia como evitar a colisão e classificou o episódio como "uma situação de corrida que às vezes acontece".
"Nós não tínhamos as luzes azuis no volante, que normalmente, quando estamos disputando posição, ajudam a entender se estamos prestes a tomar uma volta ou não", explicou o espanhol.


