Piastri foca em reduzir diferença durante pausa inesperada da Fórmula 1

Piloto da McLaren quer usar pausa para fazer ajustes e melhorar seu desempenho na competição

Nick Mulvenney, da Reuters
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O piloto Oscar Piastri sabe melhor do que a maioria no grid da Fórmula 1 como a dominância pode desaparecer rapidamente, e encara a pausa inesperada no início da temporada com confiança de que a McLaren pode desafiar a Mercedes quando as corridas forem retomadas.

O australiano teve um começo de temporada desastroso, batendo a caminho do grid em seu Grande Prêmio caseiro, em Melbourne, e depois nem conseguindo largar na China devido a um problema elétrico no carro.

Na terceira etapa, no Japão, no entanto, Piastri terminou em segundo lugar, atrás do piloto da Mercedes Kimi Antonelli, relembrando aos fãs a qualidade que, na temporada passada, o colocou 34 pontos à frente na disputa pelo título após 15 etapas.

A crise no Oriente Médio forçou a retirada, por ora, dos Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita do calendário, deixando a Fórmula 1 parada por cerca de um mês, até o retorno das corridas em Miami, no início de maio.

Piastri, que completou 25 anos na segunda-feira (6), vê a pausa como uma oportunidade para a McLaren trabalhar na redução da diferença para a Mercedes, que venceu as três corridas e também a sprint na China até agora nesta temporada.

“Obviamente, a pré-temporada este ano foi muito curta, então é uma boa janela para todos fazerem um bom treinamento”, disse em um vídeo publicado nas redes sociais nesta semana.

“É basicamente mais tempo para se preparar. Acho que aprendemos muito nas primeiras corridas e ainda há muito mais a aprender, então isso nos dá tempo para analisar as coisas, sentar, digerir e tentar voltar mais fortes em Miami.”

Experiência de humildade

Piastri, que disputa sua terceira temporada na Fórmula 1, foi apontado nesta quarta-feira como o esportista mais bem pago da Austrália pelo jornal "Sydney Morning Herald", com rendimentos estimados entre 57 e 59 milhões de dólares australianos (US$ 40,31 milhões a US$ 41,72 milhões).

Seu valor de mercado disparou no ano passado, quando venceu sete das primeiras 15 corridas com a então dominante McLaren e ameaçou encerrar a longa espera da Austrália por um campeão mundial, que chega ao 46º ano nesta temporada.

No fim, porém, as vitórias cessaram e seu companheiro de equipe Lando Norris ficou com o título, enquanto a reação de fim de temporada de Max Verstappen, da Red Bull, relegou o australiano ao terceiro lugar na classificação final.

Foi uma experiência que trouxe humildade a Piastri, mas da qual ele claramente tirou lições, enquanto a McLaren tenta reduzir a vantagem de desempenho aberta pela Mercedes sob o novo regulamento desta temporada.

“Sabemos, desde o ano passado, que mesmo quando se tem o melhor carro ainda é preciso operá-lo em um nível incrivelmente alto”, afirmou, após segurar em alguns momentos a Mercedes de George Russell durante sua corrida até o pódio em Suzuka.

“Acho interessante ver que, quando outra equipe tem o carro mais rápido, não é tão simples assim. O fato de eu ter conseguido manter George atrás por tanto tempo foi realmente encorajador, mas não temos ilusões.”

“Fizemos tudo certo neste fim de semana e ainda assim fomos batidos por 15 segundos, então temos uma diferença considerável para tirar. Estou confiante de que podemos chegar lá, mas ainda temos trabalho a fazer.”

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