Ex-jogadores da NBA que se declararam trans são barrados da liga feminina
Fontes descreveram a iniciativa dos ex-atletas como uma tentativa de semear divisão dentro da WNBA e atrair atenção

Dois ex-jogadores da NBA que buscavam entrar no draft de 2027 da WNBA não são elegíveis para participar da liga de basquete feminino, segundo informações de fontes ligadas à liga, nesta segunda-feira (24)
Enes Kanter Freedom, que atuou na NBA por mais de uma década a partir de 2011, e Royce White, que teve uma temporada na liga, haviam anunciado a intenção de jogar na WNBA, alegando serem mulheres transgênero.
As fontes descreveram a iniciativa como uma tentativa de semear divisão dentro da WNBA e atrair atenção, em meio a uma onda de polêmica em nível nacional sobre os repetidos esforços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para banir mulheres transgênero dos esportes femininos.
A Reuters não conseguiu contato imediato com Kanter Freedom ou White para comentar o assunto.
WNBA ainda não tem política definida sobre atletas trans
Não há atualmente jogadoras abertamente transgênero em atividade na WNBA, que no momento não possui uma política específica e publicamente divulgada sobre a participação de pessoas trans. A liga mantém conversas em andamento com as partes interessadas sobre o tema.
Comentários feitos pela armadora do Indiana Fever, Sophie Cunningham, em entrevista à ESPN no mês passado, acenderam a polêmica. A ex-escolha de segunda rodada disse à emissora:
"Quero proteger garotas jovens em um vestiário, ou garotas jovens no esporte, que não deveriam ter que competir contra homens biológicos."
Declarações de Cunningham dividem opiniões entre torcedores
As declarações provocaram indignação entre torcedores históricos da liga, que tendem a ser mais progressistas politicamente, enquanto outros se posicionaram ao lado de Cunningham, com manifestações de apoio surgindo do lado de fora dos jogos do Fever.
O sindicato das jogadoras, a WNBPA, divulgou uma nota neste mês declarando que não seriam usadas como "peões políticos".
"Ódio, abuso e demonização de qualquer pessoa ou grupo de pessoas, incluindo pessoas transgênero, só alimentam medo, divisão e dano", afirmou o sindicato.
Kanter Freedom disse nas redes sociais neste domingo que foi expulso de um jogo entre Chicago Sky e Fever após se envolver em uma discussão verbal com Natasha Cloud, líder em assistências em 2022.


