
"Só acordei na UTI", diz homem que caiu no fosso em Guarani x Ponte Preta
Incidente aconteceu após confusão com mulher, durante o Dérbi Campineiro

Luan Cerqueira viveu momentos de terror no último sábado (6), quando caiu no fosso do estádio Brinco de Ouro durante o jogo entre Guarani e Ponte Preta. Passado o susto, o homem se pronunciou pela primeira vez.
Ele explicou como a confusão começou, em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo em Campinas. De acordo com o relato, o rapaz se recusou a tirar o short após pedido de uma torcedora, que suspeitava que Luan era torcedor da Ponte Preta.
O torcedor havia sido convidado por um casal de amigos para acompanhar a partida. Depois da confusão, Luan continuou tendo que fugir das agressões dos torcedores do Guarani, mesmo que também torcesse para o Bugre.
A Polícia foi acionada para conter a confusão, mas também teve problemas. Em nota, o órgão público revelou que uma policial foi agredida no local. Ao todo, cinco pessoas ficaram feridas no conflito.
O ocorrido foi relatado na súmula pelo árbitro Marcelo de Lima Henrique. Outros focos de confusões também marcaram o Dérbi Campineiro, e famílias precisaram sair do estádio antes do apito final. A Ponte Preta venceu por 1 a 0, com gol de Jonas Toró.
Veja a história completa
"A gente chegou lá por volta das 14h. Foi uma festa linda na chegada dos jogadores. Eu estava trajado de Guarani, torcendo pelo Guarani. O jogo começou, e com uns 10, 15 minutos deu muita vontade de ir no banheiro. Na hora que eu saí do banheiro, em me perdi de onde a gente estava. Quando olhei para cima, vi outra organizada fazendo muito barulho. Aí peguei e falei: "Vou ficar com o pessoal". E comecei a cantar junto.
Nesse momento, uma menina atrás de mim começou a me insultar, me cutucou e disse que eu não era bugrino, que eu era pontepretano, o que eu estava fazendo lá. Não sei se por causa de ela nunca ter me visto lá, era minha primeira vez. Não conhecia muito a letra também, mas ia cantando junto com o pessoal. Pediu para eu tirar a camiseta para mostrar se eu tinha tatuagem. Tirei a camiseta, não tenho tatuagem nenhuma em nenhum lugar do corpo. Do jeito que ela falou, era como se eu tivesse uma tatuagem da Ponte ou de uma organizada da Ponte. A bateria parou de cantar, todo mundo ficou em silêncio, olhando para mim. Fiquei bem assustado.
Ela pegou e mandou eu tirar o shorts para ver se não tinha mais nenhuma tatuagem. Falei que não iria tirar, que tinham mulheres ali, casais e não ficaria de cueca na frente de todo mundo. Ela me empurrou, eu fui descendo de costas, e o pessoal foi vindo em cima de mim. A partir daí não tenho uma memória certa do que aconteceu."


