Quais são os times campeões da Copa do Mundo feminina? Conheça todos
Conheça os times campeões da Copa do Mundo feminina e quais são as artilharias de cada uma das edições

A Copa do Mundo Feminina de Futebol da FIFA é um evento muito aguardado pelos fãs de futebol, sejam homens ou mulheres.
A competição, que acontece a cada quatro anos, reúne as melhores seleções de futebol feminino do planeta, que disputam o título máximo da modalidade. Em 2023, terá sua 8.ª edição e a Seleção do Brasil será um dos times do torneio.
O Mundial oferece uma oportunidade para as atletas mostrarem seu talento e habilidade no futebol em um cenário global — inspirando outras mulheres e meninas a se envolverem no esporte.
Mas quais são os times campeões da Copa do Mundo feminina?
A seguir, veja quais seleções já levantaram a taça e também quais são as jogadoras que mais fizeram gol no torneio.
Quais são os times campeões da Copa do Mundo feminina?
Até o momento, quatro seleções conquistaram o título da Copa do Mundo feminina. São elas:
- Estados Unidos;
- Alemanha;
- Noruega;
- Japão.
Os Estados Unidos é quem tem mais Copa do Mundo feminina. Veja agora a tabela com todos os anos, local do torneio e os times que ficaram em segundo e terceiro lugar.
| Ano | Local da edição | Campeã | Vice e 3º lugar |
| 1991 | China | Estados Unidos | Noruega e Suécia |
| 1995 | Suécia | Noruega | Alemanha e Estados Unidos |
| 1999 | Estados Unidos | Estados Unidos | China e Brasil |
| 2003 | Estados Unidos | Alemanha | Suécia e Estados Unidos |
| 2007 | China | Alemanha | Brasil e Estados Unidos |
| 2011 | Alemanha | Japão | Estados Unidos e Suécia |
| 2015 | Canadá | Estados Unidos | Japão e Inglaterra |
| 2019 | França | Estados Unidos | Holanda e Suécia |
Quem ganhou a Copa do Mundo feminina?
Os Estados Unidos foram o último time a ganhar a Copa do Mundo feminina, em 2019. É a quarta vez que as norte-americanas venceram o campeonato.
Quantas vezes o Brasil feminino ganhou a Copa do Mundo?
O Brasil feminino nunca ganhou a Copa do Mundo. A Seleção Brasileira já participou de todas as edições da Copa do Mundo feminina desde a primeira em 1991, mas não conquistou o título.
O melhor resultado do Brasil na competição foi o segundo lugar em 2007, quando perdeu a final para a Alemanha. Também chegou ao terceiro lugar, na Copa de 1999.
Contudo, a Seleção Brasileira feminina já conquistou a Copa América, que é o principal torneio de futebol feminino entre seleções das Américas do Sul, Central e do Norte.
Ela é a maior campeã da competição, com um total de oito títulos, conquistados em 1991, 1995, 1998, 2003, 2010, 2014, 2018 e 2022.
Quem é a maior artilheira da Copa do Mundo feminina?
A maior artilheira da história da Copa do Mundo Feminina é a jogadora brasileira Marta, que marcou um total de 17 gols em cinco edições da competição (2003, 2007, 2011, 2015 e 2019).
Marta foi a primeira jogadora da história a fazer gols nessa quantidade de Mundiais.
Atrás dela, estão Birgit Prinz, da Alemanha e Abby Wambach, dos Estados Unidos, empatadas com 14 gols.
Em sua carreira, Marta tem 119 gols pela Seleção Brasileira, sendo também a artilheira do time nacional, incluindo homens e mulheres.
Quem são as artilheiras da Copa do Mundo Feminina?

Nas oito edições do campeonato, cada uma contou com diferentes artilheiras. Conheça cada uma delas.
1991
A primeira artilheira da Copa do Mundo foi Michelle Akers, da campeã Estados Unidos, com 10 gols. Até hoje, esse foi o maior número de gols de uma atleta em apenas um torneio.
Ela era centroavante e liderava o ataque norte-americano ao lado de April Heinrichs e Carin Jennings - essa última recebeu a Bola de Ouro como a melhor jogadora da Copa.
1995
A artilheira dessa Copa foi Ann-Kristin Aarones, jogadora da Noruega. Ela fez 6 gols e representou também a seleção campeã.
A goleadora teve um papel essencial na campanha norueguesa e marcou o único gol na semifinal contra os Estados Unidos. Além disso, a jogadora norueguesa também fez um hat-trick contra o Canadá na fase de grupos, com três gols na mesma partida.
Quem levou a Bola de Ouro, no entanto, foi outra norueguesa, Hege Riise.
1999
Em 1999, a Chuteira de Ouro foi dividida entre Sissi, do Brasil, e Sun Wen, da China. As duas marcaram 7 gols durante a competição, que teve os Estados Unidos como campeã. Ou seja, as grandes artilheiras não fizeram parte da seleção vitoriosa.
Sun Wen também foi escolhida a melhor atleta da competição, com Sissi em segundo.
2003
Birgit Prinz foi a goleadora dessa edição, representando a Alemanha, que também foi a campeã daquele ano. Ela fez 7 gols durante o Mundial e também levou a Bola de Ouro de melhor atleta. Além dela, mais duas grandes artilheiras vieram da equipe vencedora.
Birgit fez três gols a mais que as outras goleadoras do time, Kerstin Garefrekes e Maren Meinert. Essa foi a estreia de uma estrela em ascensão: a brasileira Marta, que chamou atenção também pelos 3 gols marcados.
2007
A segunda Copa de Marta foi a que ela recebeu o maior destaque, sendo a artilheira com 7 gols. O Brasil foi até a final, mas perdeu para a Alemanha por 2 a 0. Apesar de não ter levantado a taça com seu time, a jogadora dominou a edição de 2007.
Ou seja, além da Chuteira de Ouro, Marta também levou o título de melhor jogadora da competição. Depois dela, ficaram Abby Wambach, dos Estados Unidos, e Ragnhild Gulbrandsen, da Noruega, com seis gols.
2011
Homare Sawam, jogadora do Japão, ganhou a Chuteira de Ouro pelos 5 gols e ainda levantou a taça junto com o time campeão. Essa foi a artilharia com menos contagem de gols entre as oito edições.
No entanto, apesar de serem menos gols, eles foram muito importantes na competição. A jogadora de meio-campo fez, inclusive, um hat-trick contra o México e o gol do empate no final da prorrogação na grande decisão contra os Estados Unidos. Ela levou tanto a Chuteira de Ouro quanto a Bola de Ouro.
2015
Esse foi mais um ano em que a artilharia foi dividida entre duas jogadoras: Celia Sasic, da Alemanha, e Carli Lloyd, dos Estados Unidos. As duas fizeram 6 gols durante a competição, mas quem levantou a taça foram os Estados Unidos, pela terceira vez.
Quem levou a Chuteira de Ouro, no entanto, foi Sasic — ela marcou esse número de gols em menos minutos jogados que Carli. A jogadora alemã também fez um hat-trick contra a Costa do Marfim.
No entanto, Lloyd também fez um grande hat-trick na final, sendo o primeiro da história da competição, o que fez com que ela levasse a Bola de Ouro da competição.
2019
Em 2019, as norte-americanas Megan Rapinoe e Alex Morgan, junto com Ellen White, da Inglaterra, fizeram seis gols e dividiram a artilharia do campeonato — que, novamente, teve os Estados Unidos como time campeão da Copa do Mundo.
Até o último jogo, Ellen White e Alex Morgan estavam liderando a disputa, mas Megan Rapinoe acertou um pênalti contra a Holanda na final, abrindo o placar de 2 a 0, e se juntou às outras duas. Quem levou a Chuteira de Ouro e também a Bola de Ouro foi Rapinoe, a estrela da edição.
A história da Copa do Mundo feminina

Apesar de já ter acontecido extraoficialmente desde 1970, a história da Copa do Mundo feminina começa em 1991, quando a FIFA organizou a primeira edição da competição, na China.
O torneio contou com a participação de 12 seleções e teve como campeão os Estados Unidos, que derrotaram a Noruega na final.
A segunda edição da Copa do Mundo feminina foi realizada em 1995 na Suécia, e contou com a participação de 12 seleções novamente. Em 1999, a Copa do Mundo feminina foi sediada nos Estados Unidos e teve um grande avanço.
Pela primeira vez, o torneio contou com 16 seleções e recebeu um público recorde de mais de 90 mil pessoas na final, que foi vencida pelos Estados Unidos contra a China.
A partir daí, a Copa do Mundo feminina passou a ser realizada a cada quatro anos, seguindo o mesmo formato das edições anteriores. Em 2015, passaram a jogar 24 seleções - o número aumentará para 32 na edição de 2023.
A Copa de 2019 foi um grande recorde de audiência, com mais de 1 bilhão de espectadores, representado cerca de 30% mais em relação ao Mundial de 2015, no Canadá, segundo a própria Fifa.
Copa do Mundo Feminina 2023
A nona edição da Copa do Mundo Feminina de Futebol está agendada para ocorrer entre 20 de julho e 20 de agosto de 2023, e vai acontecer na Austrália e Nova Zelândia. Essa será a primeira vez que dois países vão sediar juntos uma Copa do Mundo de Futebol Feminino.
Também é a primeira vez que o Mundial contará com 32 seleções. O Brasil foi sorteado no grupo F da competição, com a França, a Jamaica e o Panamá.
A premiação para a Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2023 aumentou 300%, totalizando US$ 150 milhões (cerca de R$ 740 milhões), o que representa três vezes o valor de 2019 e dez vezes o valor de 2015.
No entanto, o prêmio total ainda está muito abaixo do oferecido na Copa do Mundo Masculina de 2022, que é de US$ 440 milhões (R$ 2,16 bilhões).
Veja quais são os grupos da Copa do Mundo Feminina 2023
Grupo A
- Nova Zelândia
- Noruega
- Filipinas
- Suíça
Grupo B
- Austrália
- Irlanda
- Nigéria
- Canadá
Grupo C
- Espanha
- Costa Rica
- Zâmbia
- Japão
Grupo D
- Inglaterra
- Dinamarca
- China
- Haiti
Grupo E
- Estados Unidos
- Vietnã
- Holanda
- Portugal
Grupo F
- França
- Jamaica
- Brasil
- Panamá
Grupo G
- Suécia
- África do Sul
- Itália
- Argentina
Grupo H
- Alemanha
- Marrocos
- Colômbia
- Coreia do Sul
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