VALORANT: Streamer Sofia Espanha exalta game, mas diz o que afasta mulheres

À CNN, influenciadora que está em Paris acompanhando a reta final do Champions também falou sobre a possibilidade de se profissionalizar

Ana Cristina Schwambach, da CNN Brasil, Paris (França)*
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Em Paris para acompanhar a reta final do VALORANT Champions, Sofia Espanha elogiou a organização do evento e falou sobre a diversidade do público.

À CNN, a streamer e influencer que soma milhões de seguidores nas redes sociais exaltou a escolha da Cidade Luz como sede do campeonato.

"Eu sou apaixonada pelo Valorant. E tenho oportunidade de vir para Paris para assistir presencialmente o Champions, é sensacional, é uma estrutura gigantesca. O lugar que eu estou vendo é muito próximo de onde os jogadores estão jogando, então para mim está sendo uma experiência assim surreal", explicou.

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Sofia, que faz parte do time de influenciadores da Fúria, contou que estava na torcida pelo MIBR, por ser a única equipe brasileira na competição, mas que acabou eliminada e ficando em 5º/6º lugar. A streamer não descarta também se profissionalizar em algum momento, nem que seja só "pela resenha".

"Eu não acho que eu tenho capacidade para ser profissional no jogo, mas eu tenho muita vontade de tentar fazer só pela resenha, ver se eu consigo pegar ali um top 8, talvez, com um time bem estruturado. Quem sabe?", deixou em aberto.

Diversidade no VALORANT

Não é novidade para quem acompanha os campeonatos de VALORANT que as arquibancadas são repletas de torcedoras. Diferente de outros eSports, o FPS (first-person shooter, ou tiro em primeira pessoa) tem maior diversidade entre seus fãs e no Champions não vem sendo diferente.

Para Sofia, dois fatores são primordiais para essa diferença em relação a outros jogos: o papel da Riot, desenvolvedora do VALORANT, e também a atualidade do mesmo.

"Acho que eles (Riot) cumprem muito bem com esse papel de tentar ser o máximo inclusivo possível. E o VALORANT é um jogo mais recente também. Por exemplo, o VALORANT foi meu primeiro FPS e eu comecei a jogar no beta. Tive essa oportunidade de poder começar junto com o jogo. Eu acho que esses dois, tanto a Riot, quanto o jogo ser recente ajudou muito de ter mais mulheres presentes no game", avaliou a streamer.

O que afasta jogadoras da profissionalização

Mesmo com muitas mulheres nas arquibancadas, elas ainda não chegaram no centro do jogo, entre as principais equipes do mundo.

Apesar da Riot realizar o Game Changers, torneio voltado para as mulheres e pessoas de gêneros socialmente marginalizados, nenhuma equipe do Champions contava com presença feminina. 

Para Sofia Espanha, esse problema vai além do VALORANT e atinge toda a comunidade que joga FPS. A influencer citou até o caso da própria irmã.

Uma coisa que eu acho que afasta muito mulher do game, inclusive o que afastou minha irmã de jogar é que, querendo ou não, toda comunidade de FPS é muito tóxica. Então eu acho que isso afeta muito de ter mulheres continuando a jogar. Você continuar a jogar, ficar boa, virar profissional, é tudo um processo. Então eu acho que a toxicidade que ainda existe em todos os jogos de FPS afasta muito as mulheres do jogo.
Sofia Espanha, streamer e influenciadora

 

 

* Ana Cristina Schwambach viajou a Paris a convite do Valorant

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