Após título, treinador de Ramon Dino projeta 2026 como ano mais desafiador

Em entrevista à CNN, Fabrício Pacholok afirmou que estratégia para defender título da Classic Physique no Olympia já está montada

Rafael Villarroel, da CNN Brasil, São Paulo
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O treinador Fabrício Pacholok, que acompanha o astro brasileiro e atual campeão da Classic Physique no Mr.Olympia, Ramon Dino, projeta este ano como o mais desafiador, diante da defesa do título do brasileiro na "Copa do Mundo do fisiculturismo.

O acreano de 30 anos foi o primeiro brasileiro da história a vencer a categoria no evento, superando o Mike Sommerfeld e Ruff Diesel, coroando uma trajetória marcada por anos de pódios e vice-campeonato.

O Brasil que já havia vencido o Olympia em categorias femininas, como na Wellness, com Francielle Mattos, a "Ferrari Humana", que levou o título entre 2021 e 2023.

"Eu considero esse ano de 2026 o mais desafiador, o alvo está em nossas costas. O título continua em aberto, então é um ano assim pra gente estar mais focado", disse em entrevista durante o Arnold Classic Brasil, que aconteceu no último final de semana, em São Paulo.

Ainda durante a feira, o próprio Ramon afirmou saber que é um alvo a ser atingido.

"A gente sabe que a galera vai trabalhar o triplo ou mais do que isso (...) a gente sabe que nós somos um alvo a ser atingido", afirmou em entrevista exclusiva à CNN.

Entretanto, segundo Pacho, a estratégia para conquistar o bi-campeonato já está traçada.

"A gente tá trabalhando, temos já nossa estratégia montada, os pontos que temos que melhorar no físico do Ramon, pra esse ano conseguir conquistar nosso segundo título", completou.

Dino volta aos palcos em do Olympia em setembro. Neste ano, a competição, que ocorre em Las Vegas (EUA), será entre os dias 24 e 27.

Segundo o treinador, após Ramon ser campeão no ano passado, a motivação da equipe mudou pois antes "era chegar em um lugar que a gente nunca chegou, agora é se manter lá."

Com uma segunda vitória, Pacho projeta construir uma hegemonia para Ramon no Mr.Olympia, semelhante ao que o hexacampeão da Classic e hoje aposentado, o canadense Chris Bumstead fez.

"Então, meio que é o mundo ali da Classic contra o Ramon. E depois que a gente ganhar o segundo título, se Deus quiser a gente vai conseguir, eu acho que aquela coisa de estar em aberto já começa a ficar mais difícil (...) o CBum conseguia fazer isso (...) a gente vai trabalhar muito para conseguir depois do segundo título conquistar essa hegemonia", afirmou.

Ombro, peito e costas

Em relação aos pontos a melhorar no físico do "Dinossauro do Acre", Pacho afirmou que o foco do trabalho feito com Ramon está na melhora do cortes na perna, além do peitoral, costas e ombros, minimizando a falta de largura do físico.

"O Ramon é um cara que sempre teve braços muito bons, antebraços muito bons e os pontos que a gente sempre trabalhou mais, costas e peito, então continua sendo isso, trazer mais largura do físico dele, ele tem ventre muscular muito arredondado, tem uma condição muito boa e ele não tem aquela estrutura óssea de largura, então isso a gente completa colocando mais ombro, mais peito, mais costas".

Ainda durante a entrevista com Dino, o atleta disse que trará um físico renovado no palco, e que está focado na correção dos pontos que precisam ser melhorados, partindo de uma margem de 2kg que ainda tem disponível.

Diferente da Open, onde não há limite de peso, na Classic os concorrentes precisam respeitar um limite de peso, que é determinado de acordo com a altura de cada um.

A categoria remete à estética dos físicos na chamada "Golden Era" (Era dourada), dos anos 70 e 80, leva em conta a harmonia do físico, além da alta definição muscular e proporção corporal.

Além de Dino, os brasileiros Mateus Menegate e Gabriel Zancanelli também são fortes nomes do Brasil na Classic.

No último Arnold Classic Ohio, realizado anualmente em Columbus, Menegate ficou em segundo lugar, perdendo para o holandês Wesley Vissers. Já Zancanelli não competiu após sofrer uma lesão na coxa poucos dias antes da competição.

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