Alternativa ao VAR? FPF vai testar “desafio de vídeo” na Copa Paulista

Ferramenta inédita no país será usada de forma experimental nas semifinais da competição paulista

Gabriel Teles, da CNN
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O futebol paulista terá uma novidade nas semifinais da Copa Paulista Sicredi. A Federação Paulista de Futebol (FPF) vai testar pela primeira vez no Brasil o chamado Football Video Support (FVS), batizado de “desafio de vídeo”, sistema alternativo ao VAR já conhecido em grandes competições.

O mecanismo permite que os técnicos solicitem a revisão de lances específicos durante a partida. Em vez de árbitros de vídeo acompanhando todos os momentos do jogo, caberá ao treinador pedir a checagem quando considerar que houve erro claro em quatro situações: gol, pênalti, expulsão direta ou aplicação de cartão ao jogador errado.

O pedido é feito com o gesto de rodar o dedo no ar, acompanhado da entrega de um cartão de solicitação ao quarto árbitro. A partir daí, o árbitro principal se dirige até a cabine montada à beira do campo, onde analisa a jogada em um monitor, com auxílio de um operador de replay. Assim como no VAR, a palavra final segue sendo do juiz da partida.

Cada equipe poderá fazer até dois pedidos por jogo. Caso a arbitragem confirme o erro, a equipe não perde a solicitação utilizada. A exceção fica para lances de gol ou cobranças de pênaltis em disputas eliminatórias, que serão checados automaticamente, mesmo sem solicitação dos bancos.

O modelo foi desenhado pela Fifa como alternativa para torneios com menos estrutura, já que não exige a sala cheia de árbitros de vídeo e o número elevado de câmeras usados no VAR tradicional. A ideia é ampliar o acesso a recursos tecnológicos de arbitragem e evitar que apenas competições de alto investimento tenham esse tipo de suporte.

A FPF já havia introduzido outras novidades em 2025, como o impedimento semiautomático, o sistema de reposição rápida de bolas (Multiball) e a câmera no uniforme do árbitro, utilizada no Paulistão Feminino. Agora, com o “desafio de vídeo”, o futebol paulista volta a servir de laboratório para testes de novas ferramentas no país.

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