Com briga judicial, Scarpa reencontra Willian Bigode: “Receber o que é meu"

Jogador do Atlético-MG cobra R$ 6,3 milhões de Bigode, do América-MG, na Justiça por investimentos em criptomoedas

Por Jairo Nascimento, da CNN Brasil, São Paulo
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Em meio a uma disputa judicial para o pagamento de uma dívida milionária, os jogadores Gustavo Scarpa e William Bigode se reencontraram neste domingo (22).

Scarpa atua no Atlético-MG, enquanto Bigode é jogador do América-MG. Pelo Campeonato Mineiro, os times empataram em 1 a 1 na partida de ida, na Arena MRV.

"Emocionante, várias emoções ali no momento. A gente tinha uma amizade maneira, mas o maluco decidiu ir pra outro caminho. Não vejo a hora de  receber o que é meu de direito”, disse Scarpa ao relatar o reencontro com o ex-colega de Palmeiras.

A cobrança pública de Scarpa para Bigode se refere a uma briga na justiça. Ele e o jogador Mayke Rocha afirmam ter perdido dinheiro através do que seria um investimento de criptomoedas. Isso gerou prejuízo de quase R$ 11 milhões para os dois.

O investimento foi fechado em 2022 com uma empresa indicada pela corretora WLJC, que tem como sócio proprietário o jogador Willian Bigode. Os três jogaram juntos por anos no Palmeiras.

O contrato prometia um retorno mensal dos investimentos em valores incomuns, o que não ocorreu efetivamente.

Mayke e Scarpa entraram com processo do Tribunal de Justiça do estado de São Paulo contra a Xland Gestora de Investimentos (empresa responsável pelos investimentos) e alegam que quando tentaram resgatar o dinheiro, não conseguiram. Na Justiça, eles querem rescindir o contrato e reaver os valores.

Bloqueio na justiça

Em julho de 2024, Gustavo Scarpa conseguiu bloquear pouco mais de R$ 530 mil das contas bancárias de Willian Bigode, do Santos. Além disso, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que o atacante, à épca no Santos, seja impedido de receber 10% do atual salário e 20% do que ainda tem a ganhar do Fluminense, seu antigo clube.

"Agora é orar, Scarpa"

Os jogadores Gustavo Scarpa e Mayke entraram na Justiça após perderem cerca de R$ 10,3 milhões em investimentos em criptomoedas, indicado pela empresa de gestão financeira WLJC, que tem o atacante Willian Bigode, na época do Palmeiras, como um dos sócios.

O investimento foi feito para a empresa Xland Holding Ltda, por intermédio da Soluções Tecnologia Eireli.

Scarpa investiu R$ 6,3 milhões na empresa do amigo. Como não obtinha retorno e resultados, o meio-campista solicitou a rescisão contratual com a Xland Holding Ltda.

Nessa época, Scarpa foi informado de que teria o dinheiro de volta num prazo de 30 dias úteis e que o pagamento do valor investido seria reembolsado. Nada disso, no entanto, ocorreu. Um novo prazo foi estipulado, mas novamente o dinheiro não foi devolvido ao jogador.

lateral-direito Mayke, que ainda joga no Palmeiras, viveu situação parecida. O atleta fez um investimento de R$ 4 milhões na Xland Holding. Pelo mesmo motivo, ele também solicitou o resgate da rentabilidade em outubro do ano passado, quando a empresa de Willian Bigode se comprometeu a realizar o pagamento em até dez dias úteis. O valor não foi devolvido até hoje.

Em reportagem do Fantástico, da "TV Globo", áudios de Bigode foram revelados. Em trocas de mensagens, o atleta relatou a Willian que foi orientado por seu advogado a abrir um boletim de ocorrência por não estar conseguindo reaver o dinheiro investido.

"Scarpinha, agora não tem nem mais questão de confiança, irmão. A questão que agora é orar. Fazer o que eu sei. Agora é esperar no Senhor", respondeu Willian Bigode, em áudio.

Por nota, Bigode informou que também é uma vítima do esquema.

 

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