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Boca Juniors lamenta morte do técnico Miguel Ángel Russo

Treinador enfrentava complicações decorrentes de um câncer desde 2017

Ana Cristina Schwambach, da CNN
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O Boca Juniors lamentou a morte do técnico Miguel Ángel Russo nesta quarta-feira (8) aos 69 anos.

O treinador do clube enfrentava complicações decorrentes de um câncer desde 2017 e, desde setembro, havia se afastado gradualmente das atividades pela piora em seu estado de saúde.

Nas redes sociais, o Boca confirmou a morte de Miguel Ángel e falou sobre a marca deixada pelo técnico no clube, com o qual foi campeão da Libertadores em 2007.

"Miguel deixa uma marca indelével em nossa instituição e será sempre um exemplo de alegria, calor humano e esforço", escreveu o clube.

A última aparição pública do treinador foi no dia 23 de setembro, durante um treino do clube Xeneize.  Na ocasião, o Boca Juniors publicou uma imagem em que Russo, sorridente, aparecia abraçado por Juan Román Riquelme, presidente e ídolo do clube.

Trajetória de Miguel Ángel Russo

Nascido em Valentín Alsina em 9 de abril de 1956, Miguel Ángel Russo começou a carreira como volante no Estudiantes de La Plata, clube que defendeu entre 1975 e 1988. Foi campeão dos torneios Metropolitano de 1982 e Nacional de 1983 e disputou 435 partidas com a camisa do clube.

Quando uma lesão no joelho encerrou sua carreira de jogador aos 32, ele não demorou a encontrar seu lugar na beira do gramado.

Como atleta, defendeu apenas o Estudiantes, clube pelo qual atuou de 1975 a 1988 e conquistou dois títulos nacionais, tornando-se um raro “one-club man”. Como treinador, passou por várias equipes, totalizando 16 times em 36 anos de carreira.

Após encerrar a carreira de jogador, iniciou a trajetória como treinador em 1989, no Lanús, e rapidamente conquistou o acesso à primeira divisão. Em 1994, conseguiu novo acesso, desta vez comandando o Estudiantes.

Russo conquistou seu primeiro grande título na elite do futebol argentino em 2005, ao vencer o Torneio Clausura com o Vélez. Dois anos depois, atingiu o ponto mais alto da carreira ao comandar o Boca Juniors na conquista da Copa Libertadores de 2007, a última da história do clube.

Em sua segunda passagem pelo Boca, entre 2020 e 2021, venceu a Superliga Argentina, a Copa Diego Maradona e a Copa Argentina. Voltou a trabalhar no clube em 2025, após breve passagem pelo San Lorenzo, a pedido do presidente Juan Román Riquelme.

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