John Textor revela bastidores dos transfer bans sofridos pelo Botafogo
Empresário americano detalhou os motivos por trás das sanções da Fifa contra o clube

John Textor, ex-dirigente da SAF do Botafogo, revelou à Itatiaia os bastidores das punições de "transfer ban" que o clube carioca sofreu nos últimos meses. Ele justifica que o principal imbróglio surgiu de uma disputa com o Atlanta United por Thiago Almada e que fundos importantes foram bloqueados na Justiça pelo clube social, impedindo pagamentos.
De acordo com o empresário estadunidense, que teve poderes destituídos recentemente mas mantém relevância, os 65 milhões de dólares que deveriam estar nas contas em janeiro foram bloqueados. "Se os 65 milhões estivessem no banco, essas dívidas seriam pagas e não haveria mais transfer bans", afirmou Textor.
O empresário também explicou o caso envolvendo o jogador Thiago Almada, que resultou no primeiro "transfer ban". Textor afirma que o Atlanta United "descumpriu o acordo" ao liberar o atleta, gerando uma disputa. "Muita gente não sabe disso. Foi assim que essa disputa começou", disse.
Detalhes da negociação com Thiago Almada
Textor descreveu que fez um acordo para pagar mais pela transferência de Almada, para que o jogador fosse liberado antes dos Jogos Olímpicos. "Eu vou pagar mais dinheiro, uma taxa de transferência maior, se vocês o liberarem agora", relatou o empresário sobre a conversa com o Atlanta United.
Contudo, segundo Textor, houve uma mudança no combinado. O Atlanta United teria tentado fazer com que Almada abrisse mão de 2,3 milhões de dólares que lhe eram devidos como percentual da taxa de transferência, algo que Textor o aconselhou a não fazer.
"Eu tive que assumir o compromisso de pagar esse dinheiro", afirmou Textor, explicando que as ações judiciais contra o Atlanta United são "muito consistentes". O problema, segundo ele, é que o contrato foi assinado com a MLS, e o Atlanta United registrou o caso na Fifa, levando a uma decisão surpreendente e o "transfer ban".
Bloqueio de fundos e outras punições
O empresário lamentou que esta foi a primeira de uma série de punições que a Fifa aplicou no Botafogo. Recentemente, o clube celebrou um acordo para o pagamento de uma dívida de 30 milhões de dólares.
Textor reforça que a disputa com o Atlanta United "não começou por falta de pagamento", mas sim por uma "disputa contratual legítima" que ele considera fraudulenta. Ele alega que o clube americano induziu a assinatura do contrato sabendo que tentaria "tirar dinheiro" de Almada posteriormente.
Sobre os outros "transfer bans", Textor culpou diretamente o clube social do Botafogo. "30 dias depois nós tínhamos o dinheiro disponível para pagar e o clube social bloqueou esse dinheiro. Então vieram o Ludogorets, vieram todos os outros...", disse.
Ele concluiu que o bloqueio ocorreu "por causa daquela reunião de quarta-feira à noite na casa do JP (João Paulo Magalhães, presidente do Associativo), quando todos eles acharam que a Recuperação Judicial era uma boa ideia para o Botafogo."
Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.


