Cafu avalia laterais da geração atual: "Questão de tempo e adaptação"

Último capitão a levantar a taça da Copa do Mundo, Cafu comparou experiências e refletiu sobre a Seleção em entrevista ao CNN Esportes S/A

Manuella Dal Mas, da CNN
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Capitão da Seleção Brasileira que conquistou o pentacampeonato em 2002, Cafu foi o último que levantou a taça com a faixa no braço esquerdo.

Durante entrevista ao programa CNN Esportes S/A deste domingo (31), o craque analisou a atual geração de laterais do Brasil e explicou a identidade criada na Seleção.

Para ele, os atuais laterais têm condições de alcançar grandes resultados. Não há dúvidas de que há qualidade e vontade nos atletas.

"Nós temos bons laterais hoje. Nós temos grandes laterais", afirmou.

No entanto, Cafu destacou que, apesar do país contar hoje com jogadores preparados, eles ainda precisam de tempo para consolidar uma identidade semelhante à das gerações anteriores.

Agora, nós temos grandes laterais. Nós temos laterais aptos hoje a realmente honrar e vestir a camisa dos times que estão passando, principalmente da seleção brasileira, mas é uma questão de tempo e adaptação.
Cafu, capitão do penta

Quem pode levantar a taça?

Último capitão a erguer a taça da Copa do Mundo, em 2002, Cafu também comentou quem pode ser o próximo a repetir o gesto.

Para ele, o zagueiro Marquinhos surge como principal candidato em 2026.

A gente espera que o nosso próximo capitão, então, que tudo indica que seja o próprio Marquinhos mesmo, possa fazer esse mesmo feito que nós fizemos, que outros capitães fizeram também. Ganhar uma Copa do Mundo não é fácil.
Cafu, capitão do penta

O ex-jogador reforçou a dificuldade do torneio e a exigência máxima a partir do mata-mata.

"Depois da fase de classificação das oitavas em diante é 100% de acerto e 0% de erro. Porque um erro pode jogar fora o trabalho de 4 anos", disse.

É necessário ter foco e comprometimento para que erros não custem anos de esforço e planejamento.

O ex-lateral não deixou de reiterar: "Não é fácil ganhar uma Copa do Mundo."

Identidade da seleção

Cafu lembrou nomes que tiveram longa trajetória na Seleção, como Ronaldo, Roberto Carlos e Rivaldo.

Segundo ele, a continuidade foi fundamental em sua época.

“Eu fiquei na seleção brasileira 16 anos. (...) Então, quer dizer, nós já nos conhecíamos, nós sabíamos a maneira de jogar. Você cria uma identidade muito grande dentro de um clube e dentro da seleção brasileira”, explicou.

Essa identidade, segundo o ex-capitão, nasceu com conquistas.

"Nós criamos essa identidade (da seleção brasileira) com títulos, com conquistas de títulos importantes, como a Copa América, como a Copa do Mundo, como a Copa das Confederações, como a Copa Ouro... enfim, a copa que for. Realmente, isso fez com que nós criássemos ali um elo e um vínculo muito grande com o povo brasileiro. E eles exigiam muito isso dos outros laterais que chegaram pós Roberto Carlos e pós Cafu", contou.

Para ele, as críticas não podem desanimar a nova geração que é, sim, apta e boa.

Quando não vem a conquista de um título importante como uma Copa do Mundo, esses laterais acabam sendo criticados, mas não. São grandes laterais. São laterais hoje aptos realmente a disputar uma Copa do Mundo, até ganhar uma Copa do Mundo.
Cafu, capitão do penta

CNN Esportes S/A

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