Amistoso entre Espanha e Egito tem casos de islamofobia nas arquibancadas
Espanhóis cantaram "quem não pula é muçulmano" e vaiaram o hino do Egito

Lamine Yamal, um dos principais jogadores da seleção espanhola na atualidade, é muçulmano. Esse fato, no entanto, não coibiu a torcida presente no Estádio Cornellà-El Prat para acompanhar o amistoso entre Espanha e Egito, que entoou músicas de caráter recriminatório contra os visitantes.
O canto "quem não pula é muçulmano" foi ouvido minutos após o hino nacional do Egito ter sido vaiado antes do início da partida.
¿Están cantando “musulmán el que no bote”? pic.twitter.com/Lm53GQvFXc https://t.co/GPeCrItJ1O
— (fan) Yihi (@YihiRM) March 31, 2026
Acionamento do protocolo antirracismo
Os cantos poderiam ser enquadrados no protocolo antirracista da Fifa, mas o árbitro búlgaro Georgi Kabakov não o acionou, caso contrário, o jogo teria sido interrompido.
Ainda com a partida em curso, o sistema de som pediu que os cânticos cessassem. A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) postou uma mensagem condenando o incidente nas redes sociais.
O passo a passo do protocolo antirracismo
São três etapas para o protocolo antirracista em jogos de futebol. Na primeira, o árbitro observa ou recebe a denúncia dos jogadores e decide se vai paralisar, ou não, a partida.
Nesse momento, os telões dos estádios passam uma mensagem relatando o incidente, além do gestual do árbitro, com aviso de que a partida pode ser suspensa caso os problemas não cessem.
Se os ataques persistirem, a arbitragem pode cancelar o jogo. Os árbitros têm o poder de analisar a situação e entender a dimensão dos fatos antes de tomar uma decisão definitiva.
Tudo fica relatado na súmula, ou seja, os próximos passos são a partir da publicação do documento.



