Arnold exalta feito do Iraque rumo à Copa após banir redes sociais

Técnico australiano proíbe internet para blindar elenco e foca em surpreender gigantes no retorno da seleção ao Mundial

Ahmed El Ghannam, da Reuters
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 O técnico Graham Arnold afirmou nesta quarta-feira (1), que a seleção do Iraque dará "tudo de si" na Copa do Mundo deste ano, aproveitando a oportunidade para tentar surpreender as potências globais.

O comandante australiano celebrou a histórica classificação iraquiana, conquistada após uma vitória dramática sobre a Bolívia por 2 a 1 na repescagem intercontinental.

O resultado sela o retorno dos "Leões da Mesopotâmia" ao torneio após um hiato de 40 anos. Com o gol decisivo de Aymen Hussein no segundo tempo, o Iraque tornou-se a 48ª e última seleção a garantir vaga no Mundial sediado por Canadá, México e Estados Unidos.

O jogo da classificação

A partida no Estádio Monterrey começou favorável aos iraquianos, com Ali Al Hamadi abrindo o placar logo aos 10 minutos. A Bolívia buscou o empate ainda antes do intervalo, com gol de Moisés Paniagua, mas a insistência iraquiana prevaleceu na etapa final.

Com o feito, Graham Arnold, que conduziu a Austrália às oitavas de final no Catar em 2022, entrará para a história como o segundo técnico australiano a levar duas seleções diferentes para as finais de uma Copa do Mundo.

Arnold não escondeu os desafios de liderar uma nação que convive com os impactos dos conflitos no Oriente Médio. Para manter o foco total dos atletas, o treinador adotou uma medida drástica:

"Eu bani as redes sociais desde o dia em que chegamos aqui. Não queria que eles pensassem no que está acontecendo no Oriente Médio, pois precisavam focar na missão que tínhamos em mãos", informou o técnico. 

O desafio no "Grupo I"

Sorteado no Grupo I, ao lado de França, Noruega e Senegal, o Iraque terá pela frente os astros Kylian Mbappé e Erling Haaland. Arnold, no entanto, usa seu histórico pessoal como combustível.

"Já enfrentei a França com a Austrália em 2022. Perdemos por 4 a 1, mas usamos aquela experiência como motivação para vencer Tunísia e Dinamarca", recordou.

 "O Iraque não tem nada a perder. Devemos ir ao Mundial com mentalidade vencedora. Respeitamos a habilidade deles, mas entraremos em campo para mostrar o futebol iraquiano ao mundo", finalizou.

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