Copa tem planejamento de segurança afetado por impasse nos EUA, diz diretor
Paralisação no DHS impacta coordenação e logística do torneio
O governo dos Estados Unidos liberou todos os recursos destinados à segurança da Copa do Mundo, mas a paralisação no Departamento de Segurança Interna (DHS) tem afetado o planejamento do evento.
A informação foi dada por Christopher Tomney, diretor do Escritório de Consciência Situacional do DHS, durante audiência no Senado nesta quarta-feira (15).
“Grande parte dos esforços de planejamento da Copa foi desacelerada, sofreu atrasos devido à falta de orçamento e ao afastamento de funcionários”, afirmou.
Segundo Tomney, a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) distribuiu os US$ 625 milhões (aproximadamente R$ 3,1 bilhões) previstos para segurança. O torneio, com 48 seleções, será disputado em junho e julho nos EUA, Canadá e México.
“Todo o financiamento foi liberado. O sistema FEMA GO está ativo e operacional”, disse, em referência à plataforma de gestão de subsídios da agência.
Ao ser questionado sobre os impactos práticos da paralisação, Tomney citou a saída de centenas de agentes de segurança de transporte da Administração de Segurança no Transporte (TSA).
“Não conseguimos repor essa experiência rapidamente. Isso prejudicou nossa coordenação com estados e autoridades locais”, afirmou.
Relatórios de inteligência analisados pela Reuters no mês passado apontaram risco de ações de extremistas e criminosos durante o torneio. Autoridades envolvidas na organização já indicavam preocupação com atrasos na liberação de recursos.
Entenda a paralisação nos EUA
A paralisação no DHS já ultrapassa dois meses.
No Congresso, parlamentares seguem sem acordo para financiar a agência após medidas migratórias adotadas pelo presidente Donald Trump.
No início do mês, Trump assinou uma ordem para garantir o pagamento de funcionários do DHS.



