Governo Trump alega que árbitro barrado nos EUA tem ligação com terrorismo
Omar Abdulkadir Artan, eleito árbitro africano do ano em 2025, tinha visto válido para entrar no país, mas foi impedido de desembarcar após autoridades americanas apontarem supostos vínculos com membros de organizações terroristas

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que viajava para a Copa do Mundo, foi impedido de entrar nos Estados Unidos devido a uma possível ligação com terrorismo, segundo afirmou um integrante do governo do presidente Donald Trump à Fox News.
Artan, de 34 anos, desembarcou no Miami International Airport em um voo vindo de Istambul no último sábado, mas teve sua entrada negada pela agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP).
“Após uma inspeção mais detalhada realizada pela CBP, foram descobertas informações desfavoráveis, incluindo associação com suspeitos de integrar organizações terroristas, tornando o viajante inelegível para admissão nos Estados Unidos sob a Lei de Imigração e Nacionalidade (INA)”, dizia o comunicado divulgado pela Fox News nesta quarta-feira (10).
“O viajante teve sua entrada recusada e recebeu os formulários de imigração que especificam o dispositivo legal utilizado para a remoção acelerada prevista na seção 8235 da INA. O governo do presidente Trump não permitirá a entrada de qualquer ameaça à segurança em nosso país. Ponto final.”
Artan foi eleito Árbitro Masculino do Ano de 2025 pela Confederação Africana de Futebol e se tornaria o primeiro árbitro da história da Somália a comandar uma partida em uma Copa do Mundo.
Segundo a Fox News, o árbitro havia recebido um visto para entrar nos Estados Unidos na semana passada. A informação foi confirmada pela Embaixada da Somália no Quênia, responsável pelo processamento do documento.


