Grupo A é o mais multicultural da Copa? Entenda escolas do futebol
Primeira chave da competição reúne nações de quatro continentes diferentes

México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca abrem a Copa do Mundo de 2026 nesta quinta-feira (11). A primeira partida, na recriação da abertura da Copa de 2010, mexicanos e sul-africanos dão o início à maior Copa de todos os tempos. Logo depois, Coreia e Tcheca fecham o primeiro dia do Mundial.
Além da importância de abrir a competição, o Grupo A também concentra quatro escolas diferentes de futebol, e a CNN Brasil te mostrará como joga cada seleção.
México
Um dos países-sedes, a Seleção Mexicana está na 18ª participação da sua história, a nona de forma consecutiva. O seu melhor resultado ocorreu em 1970 e 1986, quando, em casa, alcançou a fase de quartas de final.
Agora, jogando mais uma vez diante da sua torcida, o México tenta repetir o desempenho das edições em que sediou o torneio. O centroavante Raúl Jiménez, que atua no Fulham, é um dos jogadores mais experientes e uma das referências técnicas da equipe.
No gol, os mexicanos podem ter um velho conhecido. Aos 40 anos, Guillermo Ochoa foi convocado e irá disputar sua sexta Copa do Mundo. Ele pode assumir a titularidade na meta, posição que está vaga depois da lesão de Luis Malagón.

Álvaro Fidalgo, nascido na Espanha, vem de boa temporada no Real Betis e é um dos pilares do meio-campo. A parte criativa fica por conta do jovem Gilberto Mora, de 17 anos, que deve comandar a armação do time. Por fim, o lateral Jesús Gallardo e o ponta Alexis Vega, ambos destaques do Toluca, prometem muita velocidade pelo lado esquerdo do ataque.
África do Sul
De volta ao Mundial após 16 anos, a África do Sul busca superar o resultado da sua última participação, quando caiu na fase de grupos. Em 2026, o time é comandado pelo belga Hugo Broos, que possui um título continental, com Camarões, no currículo.
A seleção é composta, em quase toda a sua totalidade, por jogadores que atuam no Mamelodi Sundowns e no Orlando Pirates, dois dos principais clubes do país. Quem foge a essa regra é o centroavante Lyle Foster, atleta do inglês Burnley, o único a jogar em uma das cinco grandes ligas da Europa.

Teboho Mokoena comanda o meio-campo sul-africano. Ele é importante na saída de bola e na distribuição de jogadas desde a defesa. Olho também no zagueiro Mbekezeli Mbokazi, que atua nos Estados Unidos, e no velocista Oswin Appollis.
República Tcheca
Os tchecos retornam para a Copa do Mundo após 20 anos e querem esquecer a participação decepcionante de 2026, quando pararam na fase de grupos. O país conquistou sua vaga através da repescagem das Eliminatórias da Europa, onde bateram Irlanda e Dinamarca, ambas nas cobranças de pênalti.
Patrik Schick, do Bayer Leverkusen, é a grande esperança de gols da equipe. Ele tende a ser servido nas jogadas aéreas pelo ala Vladimír Coufal, que joga no Hoffenheim. Outra peça importante é o volante Tomás Soucek, fundamental nas chegadas na área como elemento surpresa.

Coreia do Sul
A Coreia do Sul chega no torneio com baixas expectativas, depois de um ciclo complicado e uma equipe em renovação. Son Heung-min segue sendo o líder e a grande estrela do país, mesmo atuando hoje nos Estados Unidos.

Kim Min-jae, que se tornou reserva no Bayern de Munique, é o pilar da linha de três zagueiros do técnico Hong Myung-bo. Lee Kang-in, do PSG, é um dos jovens que ganhou espaço na Seleção Sul-Coreana nos últimos anos. Destaque também para o volante Hwang In-beom (Feyenoord), o meia Lee Jae-sung (Mainz 05) e o atacante Hwang Hee-chan (Wolverhampton).