Quem é Facundo Tello, árbitro argentino de França x Marrocos na Copa
Árbitro terá a companhia de outros quatro compatriotas na equipe de arbitragem

Em meio a uma sequência de polêmicas envolvendo arbitragens, a Fifa definiu, na terça-feira (7), a escala do quinteto argentino, comandado por Facundo Tello, para apitar o duelo entre França e Marrocos, nesta quinta-feira (9), pelas quartas de final da Copa do Mundo.
Pela primeira vez nesta edição do Mundial, uma comissão será inteiramente formada por profissionais de um mesmo país.
Facundo Tello será acompanhado pelos compatriotas Juan Pablo Belatti e Gabriel Chade como assistentes, além de Dario Herrera como quarto árbitro e Cristian Navarro como árbitro assistente reserva.
Aos 44 anos, Tello é natural de Bahía Blanca, na província de Buenos Aires, e integra o quadro internacional da Fifa desde 2019. O rigoroso árbitro está em sua segunda Copa do Mundo e soma cinco compromissos apitados.
Jogos importantes da Fifa
Em 2026, ele trabalhou nos embates entre Canadá e Bósnia e África do Sul e Coreia do Sul, ambas pela fase de grupos. Ao todo, distribuiu cinco cartões amarelos e nenhum vermelho.
Ele também atuou no Mundial de 2022, no Catar, quando comandou três jogos, entre eles o confronto das quartas de final entre Marrocos e Portugal, vencido pelos marroquinos por 1 a 0. Na ocasião, expulsou o atacante Walid Cheddira.
Tello também ficou marcado no Troféu dos Campeões da Argentina, em 2022, quando expulsou dez atletas e um treinador no duelo entre Boca Juniors e Racing. O jogo precisou ser encerrado porque o Boca ficou com apenas seis jogadores em campo, número inferior ao mínimo permitido. O Racing venceu por 2 a 1 e conquistou o título.
Favorecimento para a Argentina?
A escalação gerou discussão por envolver uma equipe de arbitragem de um país ainda presente na disputa pelo título, assim como a escolha do francês François Letexier provocou controvérsia ao ser designado para apitar Argentina e Egito, na última terça-feira (7), pelas oitavas de final.
Letexier, inclusive, foi alvo de fortes reclamações de jogadores e membros da comissão técnica egípcia, que se revoltaram com a condução da partida após a derrota por 3 a 2 para a Argentina, depois de abrirem 2 a 0 no placar.
Os egípcios contestaram um gol anulado, um pênalti marcado para a Argentina, desperdiçado por Lionel Messi, e um possível pênalti a seu favor no lance que originou o gol da virada dos sul-americanos.
O técnico da seleção francesa, Didier Deschamps, comentou a escolha do quinteto argentino, mas evitou ampliar a polêmica e adotou um tom conciliador. "Obviamente, alguns temas relacionados à arbitragem fogem do nosso controle. Confio nos árbitros e tenho segurança de que farão um bom trabalho. As decisões podem gerar discussões, mas os juízes estão ali para aplicar as regras de maneira justa", afirmou.
Caso Balogun
Outro episódio envolvendo a arbitragem que gerou desconforto durante a competição teve como protagonista o brasileiro Raphael Claus. A situação ocorreu após o paulista expulsar o atacante Folarin Balogun, artilheiro dos Estados Unidos no Mundial, com três gols.
Depois da repercussão do caso, a Fifa anunciou, no último domingo (5), a anulação da punição, liberando Balogun para atuar na derrota dos Estados Unidos para a Bélgica, na segunda-feira (6). O jogador recebeu cartão vermelho no segundo tempo da vitória norte-americana por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, após pisar no defensor Tarik Muharemovic.
A decisão da entidade máxima do futebol contou com uma suposta participação do presidente Donald Trump, que ligou para o mandatário Gianni Infantino, e foi baseada na aplicação do artigo 27 do Código Disciplinar.
Segundo informações do The Athletic e do The New York Times, o governo de Trump teria coordenado uma operação jurídica e política para acusar, sem apresentar provas, o árbitro brasileiro de envolvimento em manipulação de resultados em partidas do futebol brasileiro.


