Remada viking x Wonderwall: uma torcida se despede da Copa do Mundo hoje

Equipes se enfrentam neste sábado (11), às 18h (de Brasília), em Miami, pelas quartas de final do Mundial

Matheus Godoy, do Estadão Conteúdo
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O duelo entre Noruega e Inglaterra no início da noite deste sábado (11) marcará a despedida de uma das torcidas mais emblemáticas da Copa do Mundo 2026. Em vários momentos de alegria e apreensão, as arquibancadas fizeram ótimos espetáculos durante o torneio e levaram ainda mais brilho às suas respectivas seleções.

Remada tomou conta das arquibancadas após vitórias da Noruega

Em sua melhor participação na história dos mundiais, os noruegueses trouxeram a comemoração da remada, fazendo uma alusão às embarcações vikings. Embora seja uma criação muito recente, não demorou muito para tomar conta das arquibancadas e até torcedores de outros países se juntaram à festa.

Nela, os jogadores e torcedores se sentam ou se inclinam em sequência e simulam o movimento de remada, somando os gritos de "Ro" em sincronia com um tambor, que dita o ritmo da comemoração. As remadas começam mais lentas e vão aumentando gradativamente conforme as batidas ficam mais rápidas.

Mesmo com a fama recente, o gesto foi criado meses atrás pelo professor Ole Frøystad, que tentava emplacar a coreografia pelas redes sociais. Segundo o próprio criador, a comemoração teve inspiração nos cantos da torcida do Rosenborg, clube expressivo da Noruega, e no "Viking Clap" (ou Palma Viking), que ganhou o mundo com a Islândia na Eurocopa de 2016.

O gesto foi testado pela primeira vez em um amistoso contra a Suíça, em março deste ano, mas não caiu nas graças da torcida naquele momento. A virada de chave ocorreu após vídeos ensinando a coreografia correta viralizarem nas redes sociais.

Desde então, a remada ganhou força nas arquibancadas e tem sido um dos grandes símbolos da Copa do Mundo.

Wonderwall virou tradição nos jogos da Inglaterra

Em busca do segundo título após 60 anos, a Inglaterra levou a música Wonderwall para criar uma bela conexão entre torcedores e jogadores.

A composição de Noel Gallagher não tinha uma ligação direta com a seleção antes da Copa do Mundo, apesar de já ter sido utilizada em comemorações de outros clubes de futebol, entre eles, o Manchester City, após a conquista da Champions League em 2022-23.

A relação da música do Oasis com a seleção nacional se estreitou após a vitória, por 4 a 2, diante da Croácia pela abertura do Grupo L. Jogadores e torcedores cantaram juntos a composição e a cena tomou conta das redes sociais em todo o planeta.

Atletas ingleses observavam atentamente o canto das arquibancadas, que era auxiliado pelas caixas de som do AT&T Stadium, em Dallas.

Os torcedores foram aplaudidos pelos próprios atletas após o término da música. O momento de conexão entre jogadores e torcida rapidamente criou uma tradição e o gesto foi repetido em todos os outros jogos da Inglaterra.

Após a vitória sobre o México, nas quartas de final, o histórico Estádio Azteca foi tomado pelas vozes inglesas e até os mexicanos se juntaram à comemoração.

Fim da linha para uma das comemorações

O Hard Rock Stadium, em Miami, será o palco do duelo entre Noruega e Inglaterra, pelas quartas de final da Copa do Mundo, às 18h, deste sábado. Quem sair vencedor terá Argentina ou Suiça nas semifinais e ficará muito próximo da grande decisão. Do outro lado da chave, Espanha e França se enfrentam na próxima terça-feira (14).

Estadão Conteúdo
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