
Copinha ganha nova era com IA e acelera a descoberta de talentos
Tecnologia, plataformas de gestão esportiva renova a base brasileira em 2026

A Copa São Paulo de Futebol Júnior, maior vitrine de jovens do país, inicia mais uma edição em meio a uma mudança estrutural na forma como clubes descobrem e desenvolvem atletas. Com inteligência artificial integrada a processos de avaliação e plataformas de gestão que conectam diferentes equipes, a base brasileira vive um momento de transformação.
Um dos exemplos desse novo cenário é o intercâmbio promovido pela Squadra Sports, holding esportiva que reúne cinco clubes: Londrina-PR, Linense-SP, VF4-PB, Ypiranga-BA e Conquista-BA. Inspirado em modelos internacionais, o grupo faz circular jogadores entre as equipes para acelerar o desenvolvimento e ampliar a exposição em competições de alto nível, especialmente no calendário paulista. Dentro da Squadra, a estratégia é tratada como um diferencial competitivo, já que o torneio atrai olheiros de todo o Brasil e também do exterior.
“O calendário paulista pesa muito na prospecção. A Copinha, os estaduais de base e a densidade competitiva aceleram o amadurecimento. Isso melhora nossa capacidade de avaliação, porque o nível de exigência é maior”, disse Dado Cavalcanti, gestor técnico da Squadra.
Enquanto a integração entre clubes reorganiza a formação dentro de campo, a tecnologia amplia o alcance das avaliações. Um exemplo é o Cuju, aplicativo que utiliza inteligência artificial para analisar jogadores a partir dos 13 anos por meio de medições feitas diretamente pelo celular. Os mais bem avaliados seguem para etapas presenciais.
Sven Muller, CMO do Cuju — app alemão que já soma mais de 100 mil usuários no Brasil, explica que a IA passou a ser parte estrutural da formação. O sistema mede velocidade, agilidade, controle de bola, qualidade de passe e outras habilidades com precisão.
“A inteligência artificial coloca o atleta em vantagem na tomada de decisão. São milhares de dados, e o volume de oportunidades cresce. A IA gera informações alinhadas a demandas táticas, comerciais e de observação, ajudando inclusive na previsibilidade do caminho até o profissional”, afirma Sven.
Criada em 1969, a Copinha é o maior celeiro de talentos do país e já revelou nomes como Kaká, Neymar, Vinícius Júnior, Casemiro, Lucas Moura, Gabriel Jesus, David Luiz e Marquinhos.
A edição de 2026 terá 128 equipes divididas em 32 grupos. O torneio começa em 2 de janeiro e a final está marcada para 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, no Mercado Livre Arena Pacaembu.


