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    Em nota, Brasil e Espanha condenam racismo contra Vini Jr. e cobram instituições contra impunidade

    Governos declararam "solidariedade incondicional" ao atacante brasileiro e a todos os atletas que "vivenciam diariamente a violência racista no esporte"

    Jogador brasileiro foi alvo de ataques racistas mais uma vez em jogo da La Liga
    Jogador brasileiro foi alvo de ataques racistas mais uma vez em jogo da La Liga Photo by Jose Breton/Pics Action/NurPhoto via Getty Images

    Ana Patrícia AlvesLéo Lopesda CNN em Brasília e São Paulo

    Os governos de Brasil e Espanha emitiram um comunicado conjunto, nesta terça-feira (23), condenando o mais recente episódio de racismo contra o atacante brasileiro Vini Jr. e cobrando maior urgência nas ações das instituições competentes nesses casos.

    A nota foi assinada pelo Ministério da Igualdade Racial brasileiro e o espanhol Ministério da Igualdade.

    Na segunda (22), a ministra da igualdade racial Anielle Franco disse que havia acionado o Ministério Público espanhol e ligado para a vice-presidente da Espanha depois do caso de racismo durante o jogo entre Real Madrid e Valencia, na La Liga.

    Em conjunto, os governos declararam “solidariedade incondicional” a Vini Jr. e a todos os atletas que “vivenciam diariamente a violência racista no esporte”.

    “O esporte deve ser um reflexo dos valores de igualdade, respeito e diversidade que norteiam nossas sociedades e nele não há lugar para quem propaga mensagens de ódio, racismo, perseguição e intolerância”, escreveram os ministérios.

    “Insiste a obrigação de todas as instituições competentes responderem com a maior diligência para agir contra este e todos os casos que ocorrem no campo desportivo e que não podem ficar impunes, garantindo o acompanhamento, proteção e reparação das vítimas desses crimes”, completou o comunicado.

    Brasil e Espanha ainda declararam “sua mais contundente e absoluta condenação ao racismo no esporte e à violência que ele gera”. “Atitudes racistas, sexistas e fascistas dentro e fora dos campos de futebol são intoleráveis em uma democracia”, afirmou a nota.

    Polícia espanhola prende sete suspeitos por atos racistas

    A polícia espanhola prendeu nesta terça-feira (23) três suspeitos por ataques racistas cometidos contra o brasileiro Vinícius Júnior, antes e durante a partida entre Valencia e Real Madrid, na cidade de Valência, na Espanha. As idades dos detidos variam entre 18 e 21 anos.

    Mais cedo, outras quatro pessoas, entre 19 e 24 anos, foram presas pela polícia espanhola suspeitas de terem simulado o enforcamento do brasileiro com um boneco, em uma ponte de Madri. O caso aconteceu no fim de janeiro, antes de um dérbi entre Atlético de Madrid e Real Madrid.

    Segundo as autoridades, três dos quatro suspeitos presos pelos fatos ocorridos na capital espanhola são membros da torcida organizada “Frente Atlético”.

    Vini Júnior vem sendo alvo de casos sistemáticos de racismo em vários estádios e cidades da Espanha. O mais recente e generalizado deles foi no domingo (21), em Valência.

    O jogador brasileiro chegou a postar um compilado desses crimes de ódio em suas redes sociais e pressionou as autoridades por punições mais severas. Vini também cobrou patrocinadores e redes de televisão que transmitem La Liga.

    O que falta para criminalizarem essas pessoas? E punirem esportivamente os clubes? Por que os patrocinadores não cobram a La Liga? As televisões não se incomodam de transmitir essa barbárie a cada fim de semana?

    Vini Júnior, jogador do Real Madrid e da seleção brasileira

    “O problema é gravíssimo e comunicados não funcionam mais. Me culpar para justificar atos criminosos também não.”, completou o jogador brasileiro.