Após absolvições, relembre a tragédia no Ninho do Urubu
Incêndio em alojamento da base do Flamengo matou dez meninos entre 14 e 16 anos, em fevereiro de 2019

Na madrugada de 8 de fevereiro de 2019, um incêndio em um alojamento do Ninho do Urubu matou 10 garotos da base do Flamengo. Os mais novos, tinham 14 anos, o mais velho, 16.
Nove anos depois, nesta terça (21), sete acusados de incêndio culposo foram absolvidos pela Justiça do Rio.
Os adolescentes dormiam em contêineres dentro do centro de treinamento e, segundo a Agência Brasil, a prefeitura do Rio de Janeiro informou que o local não tinha alvará para funcionar como alojamento.
De acordo com os peritos, o incêndio começou em um aparelho de ar-condicionado e se alastrou rapidamente por causa do revestimento dos contêineres, altamente inflamável.
Dezesseis atletas sobreviveram à tragédia, escapando por uma única porta em meio à fumaça.
Em agosto de 2023, quatro anos após a morte dos adolescentes, a Justiça realizou a primeira audiência de instrução e julgamento do processo criminal.
As vítimas eram:
Athila Paixão (14 anos), Arthur Vinícius (14), Bernardo Pisetta (14), Christian Esmério (15), Gedson Santos (14), Jorge Eduardo Santos (15), Pablo Henrique (14), Rykelmo de Souza (16), Samuel Thomas Rosa (15) e Vitor Isaías (15).
Outros três, Jhonata Ventura, Dyogo Alves e Cauan Emanuel, sofreram lesões, mas recuperaram-se e seguem ligados ao futebol.
Absolvição por incêndio
Uma decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (21), absolveu sete réus envolvidos no incêndio no Ninho do Urubu, CT do Flamengo, em 2019, que vitimou 10 jovens. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornalista Venê Casagrande e confirmada pela CNN.
Antonio Marcio Mongelli Garotti, Claudia Pereira Rodrigues, Danilo da Silva Duarte, Edson Colman da Silva, Fabio Hilario da Silva, Marcelo Maia de Sá e Weslley Gimenes foram as pessoas absolvidas em decisão assinada pelo juiz Tiago Fernandes de Barros.
Todos foram acusados de "incêndio culposo" e "lesão grave". No entanto, a decisão ainda permite recurso.
Dos 11 acusados, quatro pessoas já haviam sido absolvidas anteriormente.



