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    Órgãos municipais do RJ se reúnem para detalhar volta de público no jogo Fla x Grêmio

    Assunto gera impasse: amparado por decisão do STJD, Flamengo diverge da CBF e de clubes da Série A

    Vista geral do estádio Maracanã, no Rio de Janeiro
    Vista geral do estádio Maracanã, no Rio de Janeiro Estadão Conteúdo

    Bruna Carvalho e Stéfano Sallesda CNN

    no Rio de Janeiro

    A Secretaria Municipal de Saúde e a Guarda Municipal do Rio se reúnem nesta sexta-feira (10) para acertar os últimos pontos do evento teste que previsto para o dia 15 (quarta-feira), quando Flamengo e Grêmio se enfrentam no Maracanã, pelo jogo da volta das quartas de final da Copa do Brasil. Para a partida foi autorizada a liberação de público para até 35% da capacidade do estádio. Todos os torcedores deverão apresentar testes negativos feitos em um laboratório credenciado pelo clube, de acordo com normas do município.

    A informação foi confirmada nesta sexta-feira pelo secretário municipal de saúde Daniel Soranz, na apresentação semanal do boletim epidemiológico. A liberação, no entanto, gerou um impasse na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A entidade e os clubes da Série A rejeitaram a retomada no Campeonato Brasileiro, porque os diferentes estágios da pandemia no país não possibilitariam que a competição fosse disputada de maneira isonômica pelos clubes.

    A Comissão Nacional de Médicos de Futebol, órgão vinculado à CBF, destaca ainda que a possibilidade de haver público no jogo da volta, sem que isso fosse possível no jogo da ida, contra o Grêmio, em Porto Alegre, fere o equilíbrio técnico da competição. A entidade tem tentado evitar que os clubes consigam jogar partidas com público, amparados por liminares, e pretende pedir a suspensão das rodadas em que isto aconteça.

    O Flamengo, que não participou da reunião de clubes da Série A, está amparado por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que autoriza a presença de público nos jogos do rubro-negro. O presidente do tribunal, Otávio Noronha, foi responsável pela autorização, que ocorreu no início de agosto.

    No âmbito municipal, a principal preocupação é com o em torno do estádio. A prefeitura analisa ainda outros eventos em espaços abertos. Tudo depende dos resultados dos primeiros eventos-teste, como o jogo entre Flamengo e Grêmio. Se houver presença de público neste jogo, ele será formado por pessoas com esquema vacinal completo contra a Covid-19 e testadas, um sistema que o município tem chamado de dupla-proteção. Soranz destaca ainda que essas pessoas serão acompanhadas e a pasta divulgará um resultado do evento após 15 dias.

    Sobre as preocupações manifestadas por pesquisadores, cientistas e com segmentos da população com a retomada plena da atividade econômica em um momento de expansão da variante Delta, que já é hegemônica no estado e na capital, além de responder por 63% das amostras sequenciadas nos últimos 15 dias, Soranz destacou a necessidade de o município retomar a rotina normal.

    “A gente tem dois anos que as pessoas estão com as medidas restritivas. A gente precisa entender o que acontece na sociedade. É claro que a gente vai precisar retomar. E a gente está retomando com medidas que tentem proteger ao máximo a população. Áreas livres de Covid-19, com testagem, aconteceram no mundo inteiro ao longo dessa pandemia. Os resultados foram muitos positivos em muitos locais”, disse Soranz.

    Apesar do otimismo com a realização de eventos, o secretário ainda não sabe se será possível manter o calendário de vacinação do município. No próximo lote do Ministério da Saúde, que ainda não tem data certa para chegar, a cidade deve receber 150 mil doses. O estoque atual só garante o calendário até sábado (11).