Pyramids, PSG, escalação e mais: Filipe Luís projeta a semifinal
Rubro-Negro decide uma vaga na decisão da Copa Intercontinental neste sábado (13), no Catar

Nesta sexta (12), véspera da semifinal da Copa Intercontinental entre Flamengo e Pyramids-EGI, o técnico Filipe Luís concedeu entrevista coletiva em Doha, no Catar. Confira, abaixo, as respostas do treinador rubro-negro.
Confira, abaixo, as respostas de Filipe Luís, técnico do Flamengo.
Possíveis mudanças para enfrentar o Pyramids
“Não posso adiantar nada para vocês. Ainda temos o dia de hoje, parte do dia de amanhã para decidir em função da recuperação dos jogadores. É uma equipe com jogadores com mais de 33 anos, a recuperação em três dias não é completa. Nosso adversário descansou bem mais para este jogo. Temos que levar em conta a parte física, achar uma equipe competitiva, sólida e bem fisicamente para um jogo que será difícil.”
Possíveis mudanças para enfrentar o Pyramids
“Não posso adiantar nada para vocês. Ainda temos o dia de hoje, parte do dia de amanhã para decidir em função da recuperação dos jogadores. É uma equipe com jogadores com mais de 33 anos, a recuperação em três dias não é completa. Nosso adversário descansou bem mais para este jogo. Temos que levar em conta a parte física, achar uma equipe competitiva, sólida e bem fisicamente para um jogo que será difícil.”
Estádio vazio na semifinal
"É estranho porque o Flamengo sempre lota estádios na América do Sul. Como o Intercontinental foi logo em seguida da Libertadores, muitos torcedores tiveram que esperar o resultado para se planejar. Não é barato vir aqui. Entendemos que nossa torcida não esteja toda aqui, mas está em peso torcedor por nós.”
Fiston Mayele, artilheiro do Pyramids
“Foi o jogador determinante contra o Al Ahly, talvez seja o mais determinante do Pyramids, mas é uma equipe sólida, que não se resume a esse jogador. Tem uma fase defensiva muito bem trabalhada, um treinador que entende muito dessa fase. Pelo que analisei, é um time que se defende bem, com coberturas e compactação. Temos que estar taticamente posicionados e com a criatividade, ousadia, em dia.”

Possibilidade de utilizar Pedro
“Primeiro que é muito bom tem o Pedro novamente com a gente, no campo, e já deu para ver no treino e nos dias prévios a mesma confiança e alegria de antes da lesão no braço. Sabemos da importância dele na equipe e nosso planejamento será em função da evolução diária dele. Temos mais um teste hoje para ver como está em comparação aos companheiros para decidir se ele pode ter minutos amanhã. A minha expectativa e esperança é que tudo corra bem no treino e que ele possa, sim, ter minutos no jogo de amanhã.”
Marca internacional do Flamengo
“Sem dúvidas, se você olha para o Flamengo há quinze anos, não era um clube respeitado nem para pagar dívidas. O fortalecimento da marca começou com a seriedade e organização do clube, com a profissionalização. Isso transmite seriedade. E saber vencer. O clube teve muitos títulos, mas o mais importante é manter os pés no chão, sabendo que o futebol é cíclico, sem pensar que somos maiores do que ninguém. Foi duro chegar no momento onde chegamos. Agora, o momento é de mais humildade do que nunca. O mais difícil é se manter no topo.”
Força do Pyramids e futebol do Egito
"É um time muito organizado, com um técnico que conhece esse modelo de jogo. Se defende de forma muito forte, são fisicamente fortes, que cobrem muitos metros do campo. Vimos como é difícil quebrar suas linhas contra o Al Ahli. Sei muito sobre o futebol egípcio pois joguei com o Salah, no Chelsea, é um grande amigo. O que me chama atenção é a parte física. É difícil de ganhar de um time como esse.”
Novo formato do Intercontinental
“Justo não é (europeu garantido na final), mas não sou eu quem vou reclamar dessa oportunidade de disputar o Mundial contra grandes equipes. Sabemos que os europeus não correm risco de cair na semifinal, não tem cansaço, mas é um privilégio muito grande estar nesse torneio, seja o formato que for.”
Intercontinental no calendário dos sul-americanos
“O calendário desse ano foi uma verdadeira loucura, foram 75 ou 76 jogos. É um privilégio ter tantos jogos, pois significa que chegamos às finais, mas é difícil encontrar tempo para colocar outro torneio no meio. Acredito que a Fifa e a Conmebol fizeram o que podiam, o calendário brasileiro e sul-americano tem tantos e tantos jogos. Terá soluções no futuro, já diminuíram datas dos Estaduais. A tendência é melhorar nos próximos anos. Não tem como aguentar jogar seis, sete torneios no ano. Acredito que esse aspecto evoluirá no Brasil.”
Adaptação ao gramado, bola e estádio vazio
“No segundo tempo, os jogadores já se adaptaram a essa questão da bola, do estádio vazio, da velocidade do gramado, que é um espetáculo. Não acredito que influenciará nada. Sabem como será e esperamos que não tenha fator externo para influenciar na tomada de decisão dos jogadores.”
Comparação do retorno de Pedro e Léo Ortiz
“O Ortiz teve três semanas de treino. E tem a semifinal. Não consigo pensar depois disso. É o jogo mais importante e mais difícil. Depois, já pensaremos no que acontecerá na final se passarmos.”
Declaração de Luis Enrique, técnico do PSG
“Deixamos uma boa impressão para o futebol mundial, mas não para o brasileiro, não é? Eu não esqueço. Eu não esqueço o massacre que foi depois do jogo do Bayern (derrota por 4 a 2 no Super Mundial). Incrivelmente, para o mundo, o Flamengo deixou uma boa imagem, de um time que tentou jogar, mas só vale o resultado para o Brasil. O Luis Enrique disse que não quer enfrentar o Flamengo, o Flamengo não quer enfrentar o PSG, mas eles não terão a semifinal para colocar em risco a vaga dele em risco. Conheço bastante o Luis Enrique, joguei várias vezes contra a equipe dele. Está no quadro mais bonito de sua carreira, que é esse PSG único, que admiramos tanto. É um time impossível de se copiar, são tantas particularidades.”





