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    Apresentado na Seleção, Fernando Diniz evita o tema Ancelotti e chama Neymar de “fora de série”

    Técnico foi apresentado nesta quarta (5) na sede da CBF, no Rio de Janeiro

    Rodrigo Ferreira/CBF
    Rodrigo Ferreira/CBF Rodrigo Ferreira/CBF

    Da CNN

    O técnico Fernando Diniz foi apresentado como técnico da Seleção Brasileira nesta quarta-feira (5), na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro.

    “É uma mistura de alegria e honra ter sido escolhido, convocado para essa missão de treinar a seleção brasileira. Um sonho que se realiza. Para mim é motivo de muita alegria, de fato”, disse o treinador de 49 anos.

    Diniz assinou contrato até junho de 2024 para comandar interinamente a equipe nacional. Ele seguirá seu trabalho à frente do Fluminense, que participou da negociação entre CBF e técnico.

    A intenção da confederação é que Fernando Diniz faça a transição para a chegada de Carlo Ancelotti, que tem vínculo com o Real Madrid até a metade do ano que vem. Ainda não há, porém, acerto contratual com o técnico italiano.

    O tema Ancelotti foi algo que o novo interino da Seleção Brasileira evitou na entrevista coletiva desta quarta.

    “A princípio, meu contrato é de um ano, e vou procurar fazer o melhor possível. Ainda não está decicido como vai ser a Copa América. Quanto ao Carlo Ancelotti, sei o planejamento da CBF e não posso falar sobre o que vai vir. Não posso entrar no mérito do Carlo Ancelotti”, afirmou.

    Perguntado sobre a importância de Neymar para o seu projeto à frente da Seleção, Diniz elogiou o atacante.

    O camisa 10 do Paris Saint-Germain não atua pela equipe nacional desde a Copa do Mundo do Catar, no ano passado.

    “Em relação ao Neymar, a palavra que me vem é quase uma aberração, um super talento. Demora muito tempo para nascer outro. O Brasil tem a sorte de que apareçam jogadores assim de tempos em tempos. É o que penso dele, um fora de série em todos os sentidos”, disse o treinador.

    Veja outros assuntos da apresentação de Fernando Diniz

    Como foram os últimos dias
    “Foram dias de alegria e de ansiedade. O presidente [Ednaldo Rodrigues] da CBF] procurou o Mário [Bittencourt, mandatário do Fluminense], que foi um gesto bastante respeitoso com relação ao Fluminense, e o Mário me procurou e me falou do desejo do presidente da CBF. Fiquei muito honrado, muito alegre. Preciso saber a quem eu vou me reportar, quem vai ser meu chefe. Se a gente não tem essa relação, essa química, para mim não funciona. Eu já tinha uma imagem do presidente, das entrevistas. A mim sempre me pareceu uma pessoa honesta. Ao conhecê-lo, esse sentimento se confirmou e as coisas avançaram.”

    Tempo curto de trabalho na Seleção
    “Em relação às janelas curtas, existe um pouco uma distorção em relação ao meu trabalho, porque se vocês repararem no meu trabalho aqui no Fluminense, tivemos um início extremamente positivo. Eu prezo muito pelas relações, e na seleção vai seguir essa dinâmica. O que eu fao no futebol é proporcionar as melhores condições para que os jogadores possam colocar sua melhor versão para fora. Espero de fato que os jogadors entendam as ideias básicas. A ideia principal é criar conexões. Concordo que é diferente a dinâmica de clube, mas acho que vamos ter uma conexão rápida e apresentar bons resultados.”

    Conflito de interesses entre Fluminense e CBF?
    “A ética tem muito a ver com a pessoa que vai tomar as decisões. Se as pessoas presumem que vai ter um conflito de interesses, estão prejulgando que não tenho ética. Minha carreira é muito mais recheada de críticas do que elogios. Construí minha carreira baseada no sofrimento que eu tive como jogador. A ética que eu tenho me fez suportar e ter o desejo de me tornar o treinador que me tornei. Para mim isso é uma coisa extremamente tranquila, e uma chance de mostrar que o futebol não está acima da ética. Quanto a isso, a CBF apostou na pessoa certa.”

    Deixar o Fluminense e ser exclusivamente da CBF
    “Eu jamais sairia do Fluminense para abraçar só a CBF. Embora seja um sonho [ser técnico da Seleção Brasileira], eu teria que adiar. A gente ponderou muitas coisas, sou muito grato ao Fluminense, à torcida do Fluminense. A maioria vai saber entender o que está acontecendo. A decisão, acredito, foi um grande acerto. Enquanto estiver no Fluminense, dedicação total. Saindo aqui da entrevista, vou para casa estudar de todas as formas o Inter e o Fluminense. Quando estiver com a seleção, vou me dedicar à seleção.”

    Ideias para a primeira convocação
    “Tem um leque muito grande e vira e mexe surgem novos jogadores. Não tenho nada pré-determinado. Obviamente que alguns jogadores têm idade de 25, 26, 27 anos, que estão sendo constantemente convocados. Algumas figuras vão acabar aparecendo como sempre acontece nas convocações, mas a gente vai estar sempre aberto.”

    Dificuldade de vencer europeus em Copas recentes
    “Uma das coisas que a gente tem que discutir no Brasil é essa coisa que temos em relação a resultado. A gente determina o valor de um time, das pessoas, por uma bola que entra ou não entra. A gente foi eliminado pela Croácia após ser muito superior à Croácia. Achamos que tudo foi ruim, não foi. A vida é mais do que uma bola que entra ou não entra. Isso não significa que não se deve ter um apreço pela vitória.”