À CNN, Eto'o apoia Infantino e questiona críticas ao presidente da Fifa
Presidente da Federação Camaronesa de Futebol afirmou que oposição ocorre por causa da disputa eleitoral prevista para 2027

Maior artilheiro da história da seleção de Camarões e atual presidente da Federação Camaronesa de Futebol, Samuel Eto'o saiu em defesa de Gianni Infantino, presidente da Fifa. Para o ex-atacante, as críticas ao suíço-italiano estão relacionadas ao calendário da próxima eleição da entidade, marcada para março de 2027.
Infantino, que buscará a reeleição, passou a ser alvo de críticas após apresentar uma proposta, posteriormente abandonada, para vender uma participação de 20% em uma empresa comercial responsável pelos direitos de torneios da Fifa. Desde então, algumas federações retiraram o apoio à candidatura do dirigente.
"Eu acho que todas essas coisas estão acontecendo por causa do momento. Há uma eleição se aproximando, na qual Gianni Infantino é candidato. Tudo isso aconteceu porque há uma eleição se aproximando. É só isso", afirmou Eto'o em entrevista à CNN exibida nesta segunda-feira (24).
Entidades avaliam voto de desconfiança
Enquanto algumas confederações continentais, como Uefa, AFC e Concacaf, avaliam a possibilidade de apresentar uma moção de desconfiança para tentar retirar Infantino do cargo, a Confederação Africana de Futebol (CAF) declarou apoio ao dirigente.
O presidente da CAF, Patrice Motsepe, afirmou no início deste mês que o futuro de Infantino deveria ser decidido na eleição de 2027. O dirigente também confirmou que o presidente da Fifa ainda conta com o apoio da entidade africana.
Eto'o, que atuou por grandes clubes europeus como Real Madrid, Barcelona, Inter de Milão e Chelsea, também elogiou o trabalho de Infantino. Segundo o ex-jogador, o dirigente promoveu mudanças no futebol e criou oportunidades para países que antes não as tinham.
"O trabalho do presidente é levar o futebol adiante, fazer com que todas as nações cresçam", afirmou.
Eto'o questiona oposição à proposta
O camaronês também comentou a proposta apresentada por Infantino e posteriormente abandonada. Para ele, os 211 membros da Fifa deveriam ter discutido a ideia antes que a decisão fosse tomada pela maioria.
"Ele fez uma proposta. Os 211 membros deveriam ter se sentado, debatido a questão e deixado a maioria vencer. Mas estou convencido de que as vozes que se levantaram não são as vozes da maioria", declarou Eto'o.


