Com Brahim Díaz em destaque, Marrocos busca título inédito em quase 50 anos
Artilheiro do torneio é a esperança da equipe de Walid Regragui na final da Copa Africana de Nações

O técnico do Marrocos, Walid Regragui, aposta que Brahim Díaz pode ser o grande catalisador da seleção na busca pelo título da Copa Africana de Nações, no domingo (18), algo que o país não conquista há quase 50 anos.
Díaz é o artilheiro do torneio, com cinco gols em seis partidas, mas foi sobretudo pelo drible, pela movimentação e pela insistência em incomodar as defesas adversárias que se consolidou como um dos principais destaques ao longo do último mês de competição.
O Marrocos enfrenta o Senegal na final, marcada para domingo (18), em Rabat, e a responsabilidade recai sobre o meia do Real Madrid, que tenta conduzir os anfitriões ao segundo título continental da história — o único foi conquistado em 1976.
“Sua mentalidade é forte, ele joga com muita vontade”, afirmou Regragui sobre Díaz, durante entrevista coletiva neste sábado (17). “Ele sabe que precisa fazer a diferença. O mais importante é a forma como ele organiza as fases ofensivas”, completou.
Brahim Díaz defendeu a seleção da Espanha no início da carreira, mas, filho de pai marroquino, optou por mudar sua nacionalidade esportiva há dois anos.
“Fico feliz porque, há três anos, existia o projeto de ele vir jogar pelo Marrocos. Houve pessoas que queriam tê-lo aqui, ele sentiu que poderia nos ajudar a conquistar títulos e a disputar a Copa do Mundo, e foi isso que aconteceu”, acrescentou Regragui.
Favorito?
Atual líder do ranking africano, o Marrocos em alguns momentos pareceu sentir o peso do favoritismo ao longo do torneio, mas apresentou atuações convincentes nas quartas de final e na semifinal para chegar à decisão.
“Será uma questão de administrar as emoções. O time pressionado é o Marrocos. Estamos jogando em casa, mas não podemos colocar pressão sobre nós mesmos”, avaliou o treinador.
“Os jogadores entendem que precisam relaxar. Esse é o meu único receio. Vamos enfrentar uma equipe acostumada a jogar finais, confiante. Senegal é forte. Será uma grande final, está 50 a 50. Talvez tenhamos 51% com o apoio da torcida”, disse Regragui.
O treinador também reconheceu que, depois de décadas de oportunidades perdidas, chegar tão perto do título torna a conquista de domingo uma obrigação para o Marrocos.
“Somos uma equipe vencedora há algum tempo. Não queremos deixar essa chance escapar”, concluiu.



