Com nova fórmula, Mundial de Clubes empolga torcedores e movimenta milhões
Competição organizada pela Fifa chega à final com PSG e Chelsea após semanas de festa, lucro e forte presença brasileira
A nova Copa do Mundo de Clubes transformou desconfiança em euforia. Reformulado pela Fifa sob a gestão de Gianni Infantino, o torneio conquistou torcedores, dominou redes sociais e entregou jogos emocionantes desde a estreia. A final entre Paris Saint-Germain e Chelsea, marcada para este domingo (13), às 16h (de Brasília), coroa uma edição marcada por sucesso esportivo e comercial.
Os clubes brasileiros aproveitaram a vitrine. Flamengo, Fluminense, Palmeiras e Botafogo marcaram presença dentro e fora de campo. Eles organizaram ativações em cidades-sede, atraíram torcedores locais e criaram experiências exclusivas para fãs. A torcida brasileira coloriu arquibancadas e ampliou a atmosfera de festa, enquanto os clubes projetaram suas marcas em um mercado estratégico.
“Os brasileiros se conectaram com a comunidade local e mostraram suas histórias a americanos e latinos”, afirma Felipe Gomiero, diretor-geral da 100 Sports e especialista em marketing esportivo. “Eles aproveitaram a chance de se internacionalizar em um evento de grande visibilidade.”
A Fifa atraiu patrocinadores e gerou alto retorno financeiro. Os clubes participantes arrecadaram centenas de milhões de reais com premiações, transmissões e ações de marketing. A competição também conquistou um público mais amplo. A música Freed from Desire, da cantora GALA, virou trilha sonora nas vinhetas e arquibancadas, ampliando o alcance cultural do torneio.
“A presença dos europeus na final reforça a importância do torneio. Eles atraem audiência e validam o projeto”, analisa Gomiero. Apesar do bom desempenho brasileiro, os clubes da Europa mantiveram o domínio técnico.
A CBF já sinalizou interesse em sediar a edição de 2029. Enquanto isso, a Fifa monitora a reação dos clubes europeus, que ainda criticam o calendário apertado. “Os brasileiros avaliam o torneio de forma positiva, pelo retorno financeiro e pela projeção. Os europeus se preocupam com o desgaste físico e o excesso de jogos. O sucesso futuro depende do engajamento deles”, conclui Gomiero.



