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Fifa anula partidas da Malásia por uso irregular de jogadores; entenda

Entidade amplia sanções e pune seleção em escândalo de falsificação de documentos

Rozanna Latiff, da Reuters
Duelo entre Malásia e Vietnã pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026
Duelo entre Malásia e Vietnã pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026  • How Foo Yeen/Getty Images
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A Fifa anulou os resultados de três partidas da seleção da Malásia após constatar a utilização de jogadores inelegíveis, informou a Federação de Futebol da Malásia (FAM) nesta quarta-feira (17). A decisão representa mais um revés para a equipe em meio à ampliação de um escândalo de falsificação de documentos.

Em setembro, a entidade máxima do futebol suspendeu por 12 meses sete jogadores naturalizados e multou a FAM em 350 mil francos suíços (R$ 2,4 milhões), depois de identificar o uso de documentação falsa que permitiu a atuação dos atletas em uma partida das Eliminatórias da Copa da Ásia contra o Vietnã, em junho.

No mês passado, a Fifa rejeitou o recurso apresentado pela FAM e anunciou a abertura de uma investigação formal sobre as operações internas da associação, além de informar que notificaria autoridades de cinco países sobre a possibilidade de processos criminais.

Em resposta, a FAM declarou que levaria o caso ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS).

Na decisão mais recente, o Comitê Disciplinar da Fifa também alterou os resultados de três amistosos nos quais os jogadores suspensos atuaram.

As partidas passaram a ser registradas como derrotas por 3 a 0 para a Malásia nos jogos contra Cabo Verde, em 29 de maio; Singapura, em 4 de setembro; e Palestina, em 8 de setembro, segundo a federação malaia.

Além disso, a associação foi multada em mais 10 mil francos suíços.

Originalmente, a Malásia havia empatado por 1 a 1 com Cabo Verde e conquistado vitórias por 2 a 1 sobre Singapura e por 1 a 0 contra a Palestina.

“A FAM fará um pedido formal por escrito para obter as razões da decisão junto ao Comitê Disciplinar da FIFA antes de considerar os próximos passos a serem tomados neste assunto”, informou a entidade em comunicado.

Procurada fora do horário comercial, a Fifa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

O escândalo provocou forte reação na Malásia, com torcedores e alguns parlamentares cobrando medidas contra a FAM e também contra órgãos governamentais responsáveis pela concessão da cidadania aos jogadores envolvidos.

No mês passado, a federação suspendeu seu secretário-geral e criou um comitê independente para investigar o que classificou como um “erro técnico”.

O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, prometeu total transparência nas investigações internas, mas ressaltou que a FAM deve ter garantido o direito de se defender.

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