
IA protagoniza primeira transferência internacional de jogador no futebol
Tecnologia identifica talento catarinense e abre caminho para contrato com clube italiano

A inteligência artificial acaba de marcar presença em um terreno até então dominado por olheiros e empresários: a transferência de jogadores. Pela primeira vez, um atleta brasileiro foi negociado internacionalmente a partir de uma plataforma baseada em IA. O meio-campista Leonardo Veiga, de 18 anos, natural de Itajaí (SC), assinou contrato até 2027 com o Spezia Calcio, da Itália, que disputa a Série B do campeonato nacional.
A trajetória de Leonardo ilustra como a tecnologia começa a transformar a dinâmica do mercado da bola. Atributos de qualidade e visão de jogo foram identificados e validados por algoritmos de análise de desempenho, que cruzam dados, vídeos e métricas individuais de atletas.
O início do processo foi quase acidental. Após gravar um vídeo para participar de uma seletiva promovida pela plataforma Footbao, Leonardo foi escolhido entre mais de mil candidatos para um período de testes com o Lecce, também da Itália, em 2025. A oportunidade abriu portas para outras sondagens europeias, até que o Spezia apresentou a proposta mais concreta.
“Eu achei que nada ia acontecer, mas recebi a notícia de que havia sido selecionado e fiquei em êxtase. A tecnologia mostrou que meu sonho poderia se tornar real”, contou Leonardo.
Especialistas do setor consideram a negociação um marco que pode mudar o modo como jovens atletas acessam o futebol de alto nível. O uso de IA promete reduzir a dependência de contatos pessoais e ampliar a vitrine de talentos em regiões pouco assistidas por olheiros tradicionais.
Segundo os responsáveis pela plataforma que mediou o processo, a transferência não representa apenas um feito isolado, mas o início de uma nova etapa no scouting global. “É a primeira vez que uma negociação internacional acontece a partir de uma ferramenta de inteligência artificial. Isso mostra o potencial para democratizar o acesso e tornar o mercado mais transparente”, afirmou Nick Rappolt, CEO da startup.


