Técnico da Escócia alerta torcedores sobre custos altos na Copa do Mundo

O técnico da seleção escocesa, Steve Clarke, destacou os altos custos de viagem e ingressos

Aadi Nair, da Reuters
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O técnico da seleção escocesa, Steve Clarke, pediu aos torcedores que evitem se endividar para assistir à Copa do Mundo da FIFA do ano que vem na América do Norte, alertando para os altos custos de viagem e ingressos.

Na semana passada, a Football Supporters Europe (FSE) pediu à FIFA que suspendesse imediatamente a venda de bilhetes para as seleções nacionais, acusando a entidade máxima do futebol de impor preços "extorsivos" que ameaçam excluir os torcedores comuns do torneio.

De acordo com a FSE, os preços dos ingressos quintuplicaram em relação à Copa do Mundo de 2022 no Catar.

A Escócia enfrentará o Brasil, pentacampeão, o Marrocos, semifinalista em 2022, e o Haiti no Grupo C, com milhares de torcedores esperados para ver a seleção disputar sua primeira Copa do Mundo desde 1998.

"Olha, ir para os Estados Unidos já é caro de qualquer jeito. Mesmo que você vá passar férias nos Estados Unidos, precisa economizar, economizar e economizar para atravessar o Atlântico e curtir suas férias lá", disse Clarke à "Sky Sports", na segunda-feira (15).

"Então, sempre soubemos que seria uma Copa do Mundo cara. Os preços dos ingressos são definidos pela FIFA. Meu maior desejo é que as pessoas não se endividem demais para ir. Se você tem condições de ir, ótimo. Mas se não tem, entendo."

"Não se endividem nem endividem suas famílias. Gostaria de acreditar que, com a verba menor que temos, muitos torcedores viajarão para todos os lugares. Estou falando de ir a lugares remotos, mas talvez apenas 1.200 pessoas apareçam."

A FIFA não respondeu diretamente à indignação causada pelos altos preços, mas afirmou na semana passada ter recebido cinco milhões de pedidos de ingressos para a Copa do Mundo de 2026 nas primeiras 24 horas da última fase de vendas.

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