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Turquia prende dirigente e suspende 1.000 atletas por escândalo de apostas

Jogadores de clubes tradicionais como Galatasaray e Besiktas estão envolvidos

Da Reuters
Murat Ozkaya, presidente do Eyupspor, que foi preso na Turquia por escândalo de apostas
Murat Ozkaya, presidente do Eyupspor, que foi preso na Turquia por escândalo de apostas  • Serhat Cagdas/Anadolu via Getty Images
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As autoridades turcas prenderam formalmente oito pessoas, nesta segunda-feira (10), incluindo o presidente de um clube da primeira divisão, em uma investigação sobre apostas ilegais em partidas de futebol.

Ao mesmo tempo, a Federação Turca de Futebol (TFF) suspendeu 1.024 jogadores enquanto conduz investigações disciplinares.

As medidas ocorrem após a TFF ter suspenso 149 árbitros e assistentes no início do mês, depois que uma investigação revelou que oficiais atuando nas ligas profissionais do país faziam apostas em jogos de futebol.

A agência estatal Anadolu informou que um tribunal ordenou a prisão de Murat Ozkaya, presidente do Eyupspor, e de outras sete pessoas no âmbito da investigação.

Jogadores de Galatasaray e Besiktas envolvidos

O Eyupspor não comentou o caso de imediato.

Em comunicado, a TFF afirmou que 1.024 jogadores de todas as divisões foram enviados ao Conselho Disciplinar do Futebol Profissional (PFDK), incluindo 27 atletas da Super Lig, a primeira divisão, todos já suspensos.

Entre esses 27 estão jogadores do Galatasaray, atual campeão turco, e do Besiktas, além de outros clubes de Istambul.

“Devido à transferência preventiva de 1.024 jogadores ao PFDK, foram iniciadas negociações urgentes com a Fifa para obter um período adicional de 15 dias de transferências e registros, apenas em nível nacional, a fim de que os clubes possam repor suas carências de elenco”, disse a federação.

Ligas inferiores são paralisadas

A TFF também informou que as partidas da segunda e terceira divisões foram suspensas por duas semanas. A imprensa local acrescentou que o conselho da federação fará uma reunião extraordinária nesta terça-feira (11).

A Fifa, entidade máxima do futebol mundial, não respondeu de imediato a um pedido da Reuters para comentar tanto a investigação quanto o pedido turco de uma nova janela de transferências.

“Crise moral” no futebol turco

O presidente da TFF, Ibrahim Haciosmanoglu, descreveu o caso como uma “crise moral no futebol turco”.

A própria investigação da entidade revelou que 371 dos 571 árbitros ativos nas ligas profissionais da Turquia possuíam contas de apostas, e 152 deles apostavam ativamente.

Um árbitro chegou a fazer 18.227 apostas, enquanto 42 outros apostaram em mais de mil partidas cada. Alguns foram descobertos apostando apenas uma vez.

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