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    Turquia volta a receber final de Liga dos Campeões após “Milagre de Istambul”; Kaká relembra

    Em entrevista à Itatiaia, ex-jogador falou sobre a derrota do Milan para o Liverpool, nos pênaltis, em 2005

    Kaká e Gerrard disputando bola na histórica final da Liga dos Campeões, em 2005
    Kaká e Gerrard disputando bola na histórica final da Liga dos Campeões, em 2005 Tony Marshall - PA Images via Getty Images

    Mamede Filhoda Itatiaia

    O Estádio Olímpico Atatürk, em Istambul, na Turquia, que recebe, neste sábado (10), a final da Liga dos Campeões da Uefa entre Manchester City e Inter de Milão, serviu de palco para a decisão considerada por muitos como a mais incrível da história da competição.

    No dia 25 de maio de 2005, Milan e Liverpool decidiram o título europeu, no jogo que entrou ficou conhecido como “O Milagre de Istambul”.

    Antes de a bola rolar, as apostas eram de que seria uma das finais mais previsíveis da Champions, dada a diferença técnica entre as duas equipes.

    O Milan, uma seleção mundial comandada por Carlo Ancelotti, tinha, além de Kaká, nomes como Dida, Cafu, Maldini, Pirlo, Seedorf e Shevchenko. Já o Liverpool de Rafa Benítez, que surpreendeu a todos por chegar à final, apostava todas as suas fichas no jovem Steven Gerrard.

    “Nós tínhamos um time incrível, jogadores no ápice, e fizemos um grande jogo. Para mim, é inexplicável o que aconteceu aqui em Istambul”, disse Kaká, entrevista concedida ao jornalista João Vítor Xavier, apresentador do CNN Esportes S/A, diretamente da cidade turca.

    Em campo, o Milan realmente começou o jogo impondo o favoritismo que lhe era atribuído e, sem muito esforço, foi para o intervalo com 3 a 0 de vantagem no placar.

    Mas o imponderável entrou em campo no segundo tempo. Em um intervalo de seis minutos, entre os 9 e os 15, o Liverpool conseguiu empatar o jogo em 3 a 3, que acabou indo para a prorrogação.

    Depois de um novo empate no tempo extra, a decisão foi para os pênaltis. O polonês Dudek brilhou mais do que Dida, e os Reds conquistaram o título.

    Claro que, quando você procura pelos detalhes, vai encontrar uma ou outra falha e pode atribuir a elas a nossa derrota, mas não vejo assim. Fizemos um ótimo jogo, mas o resultado não veio de forma inexplicável

    Kaká, ex-jogador

    “A gente fez 3 a 0 no primeiro tempo, e no segundo tempo, em seis minutos, o Liverpool marcou três vezes. E ainda perdemos um gol incrível na prorrogação, quando o Shevchenko chutou de dentro pequena área, e o Dudek de alguma forma conseguiu defender”, relembra o brasileiro.

    Lições para a vida

    De volta ao palco onde sofreu sua derrota mais amarga como jogador, Kaká disse que a cidade de Istambul se tornou especial na sua vida pelas lições que aprendeu no jogo contra o Liverpool.

    “Esta é uma cidade muito especial para mim, foi a minha primeira final de Champions, uma das finais mais incríveis de todos os tempos. Infelizmente estive do lado derrotado, mas desse jogo tirei várias lições, que carrego para a minha vida pessoal e profissional”, disse.

    “Foi aqui que aprendi uma das lições mais importantes da minha vida, a de que eu não tenho o controle sobre a vitória e a derrota. A gente cresce focado muito no resultado, e foi nesse jogo que aprendi a não focar mais só no resultado, porque ele estava fora do meu controle”, afirmou.

    Este conteúdo foi criado originalmente em Itatiaia.

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