
UEFA e sindicato pedem medidas contra excesso de jogos no futebol europeu
Entidades dizem que calendário chegou a “ponto de ruptura” e pedem união por saúde dos atletas

O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, e o presidente do sindicato internacional de jogadores FIFPRO Europa, David Terrier, defenderam nesta segunda-feira (15) a adoção de medidas urgentes para proteger a saúde dos atletas diante da sobrecarga de jogos.
A declaração conjunta veio após críticas do técnico do Barcelona, Hansi Flick, ao tratamento dado a Lamine Yamal pela seleção espanhola. O atacante de 18 anos teria atuado em eliminatórias da Copa do Mundo com dores, após receber analgésicos.
Casos recentes também envolveram a seleção francesa, acusada pelo Paris Saint-Germain de ignorar recomendações médicas em relação a Ousmane Dembélé e Désiré Doué, que retornaram lesionados ao clube. O sindicato francês de jogadores (UNFP) também responsabilizou o calendário internacional pelo risco crescente à saúde dos atletas.
Ceferin destacou que a colaboração entre Uefa e FIFPRO é fundamental para buscar soluções. “O futebol de seleções continua sendo um pilar da identidade europeia. À medida que as demandas sobre os jogadores aumentam, é mais importante do que nunca encontrar equilíbrio entre federações, ligas, clubes e atletas”, afirmou.
Terrier reforçou a urgência do debate. “Todos reconhecemos que o calendário chegou a um ponto de ruptura. Temos as ferramentas e os parceiros para construir protocolos que protejam o bem-estar dos jogadores e garantam que tanto o futebol de clubes quanto o de seleções sigam inspirando e unindo pessoas.”


