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    Rodrigo Moledo, do Internacional, é suspenso por doping pela Conmebol

    Jogador havia sido suspenso provisoriamente em julho deste ano

    Rodrigo Moledo em partida do Internacional
    Rodrigo Moledo em partida do Internacional Foto: Ricardo Duarte/ Inter

    Mauri Dornelesda Itatiaia

    O Internacional informou, na noite desta sexta-feira (27), que recebeu durante a tarde, a decisão oriunda da Unidade Disciplinar da Conmebol a respeito do caso envolvendo o atleta Rodrigo Moledo. A decisão penaliza o atleta por suspensão de 12 meses, a contar do dia 13 de julho deste ano.

    Em julho, o zagueiro havia sido suspenso provisoriamente pela Conmebol por suposta presença da substância ostarina em exame antidoping realizado após jogo pela Copa Libertadores. Na ocasião, em 25 de maio, o Colorado bateu o Metropolitanos-VEN por 2 a 1 no Estádio Olímpico de la UCV, em Caracas, na Venezuela, pela quarta rodada do Grupo B.

    Em nota, o clube afirmou que continuará a dar todo o suporte jurídico ao atleta até o trâmite final da demanda e estudará junto com o jogador as medidas recursais pertinentes.

    Entenda o que é a ostarina

    A substância tem ação anabolizante, interferindo diretamente nos receptores ligados aos hormônios androgênicos, em especial a testosterona. A Ostarina é utilizada para o aumento de massa muscular, força e performance. Desde 2008, seu uso é considerado doping pela Conmebol.

    Em entrevista à CNN Brasil, em junho deste ano, a nutricionista esportiva Renata Brasil explicou sobre o uso da ostarina e seus efeitos.

    “A ostarina apresenta efeitos anabólicos muito semelhantes aos esteroides. Ela atua exclusivamente dentro da célula muscular, o que promove esse ganho de força. Por isso, é muito utilizada também por fisiculturistas e praticantes de musculação”, contou a profissional.

    “Ela tem efeitos colaterais diferentes dos esteroides sintéticos, além de ter uma meia-vida mais curta, em média de 24 horas. A vantagem a ostarina, também, é que ela já começa a apresentar efeitos físicos para o rendimento, tanto de resistência quanto de ganho de força, em doses baixas, de até 3 miligramas, o que contribui para o aumento do seu uso”, concluiu Renata Brasil.

    Segundo a médica do esporte do ambulatório de medicina esportiva do Hospital das Clínicas da USP, Fernanda Lima, por estimular a formação de músculos, a substância é considerada doping.

    “Essa substância estimula a formação de músculos e, por isso, é considerado um doping. Aumenta a força e a potência muscular”, explicou Fernanda Lima, médica do esporte do ambulatório de medicina esportiva do Hospital das Clínicas da USP.

    A médica afirmou que a ostarina não é uma medicação autorizada pela Anvisa e sua prescrição é proibida no Brasil. Dependendo da dose, substâncias desse tipo podem ficar até cinco dias no corpo, mas a média comum é de 12 a 36 horas.

    Este conteúdo foi criado originalmente em Itatiaia.

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