
Saiba por que o Palmeiras pode "barganhar" por atletas como Ríos e Piquerez
Verdão vê elenco valorizado após Mundial de Clubes e se blinda do interesse europeu

Jogadores do Palmeiras estão valorizados no mercado de transferências, mas o clube tem a possibilidade de segurá-los se as propostas apresentadas não forem consideradas vantajosas. Há exemplos como os casos do volante Richard Ríos e do lateral-esquerdo Piquerez.
O Verdão não tem a necessidade de vendê-los e já conta com fluxo de caixa estável. Isso porque, nos primeiros dias do ano, já bateu a meta de vendas estabelecida no orçamento.
A maior parte das receitas prevista para o clube em 2025 é através da negociação de jogadores (29% do orlamento): R$ 301,5 milhões.
Em torno de R$ 161 milhões da negociação de Estêvão com o Chelsea-ING, que até então não tinham sido contabilizados, serão descontados. Em janeiro, o Palmeiras vendeu o zagueiro Vitor Reis para o Manchester City-ING por 35 milhões de euros (R$ 219 milhões na cotação da época).
Portanto, apenas com essas duas operações, o Palmeiras faturou R$ 380 milhões e superou a meta estabelecida com sobra de R$ 78,5 milhões. Vendas de atletas como Rony e Zé Rafael aumentarão ainda mais a arrecadação total.
O Verdão também garantiu aproximadamente R$ 220 milhões da Fifa pela participação e campanha no Mundial de Clubes. Parte desse montante terá desconto de impostos.
Com a situação financeira confortável, o Palmeiras não tem pressa para efetuar novas vendas e negociará apenas com propostas consideradas acima da média.
Sondado por Inter de Milão, Roma, Atlético de Madrid, Porto e Nottingham Forest, Richard Ríos está na mira da Europa. O Verdão, porém, tentará mantê-lo. Piquerez tem contrato até o fim de 2026 e também desperta interesse do Velho Continente — a intenção palmeirense é renovar o vínculo do uruguaio.
O meia Allan e o lateral-direito Giay também deixaram o Mundial valorizados e devem receber sondagens. As negociações com o Palmeiras, porém, não serão fáceis.



