Robinho diz levar vida igual a outros presos em Tremembé e nega privilégios

Em vídeo divulgado por entidade do Vale do Paraíba, ex-jogador descreve rotina na prisão e afirma não ter regalias nem tratamento especial

Gabriel Teles, da CNN Brasil
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O ex-jogador Robinho relatou, em vídeo divulgado nesta terça-feira (28), como tem sido sua rotina na Penitenciária 2 de Tremembé, no interior de São Paulo. Ele negou receber qualquer tipo de privilégio e afirmou que cumpre as mesmas regras impostas aos demais detentos.

A gravação foi publicada pelo Conselho Comunidade de Taubaté, entidade sem fins lucrativos criada para apoiar o Poder Judiciário na região. Robinho contou que segue horários e hábitos idênticos aos dos outros presos.

“A alimentação, o horário que durmo, é tudo igual aos outros reeducandos. Nunca comi nenhuma comida diferente, nunca tive nenhum tratamento diferente. Na hora do meu trabalho, faço tudo aqui que todos os outros reeducandos também são possíveis de fazer. Quando a gente quer jogar um futebol, é liberado quando não tem trabalho no dia de domingo”, afirmou.

No vídeo, o ex-jogador também rebateu rumores sobre sua saúde mental e o convívio com outros detentos.

“Nunca tive nenhum tipo de benefício. As visitas são aos sábados ou domingos. Quando minha esposa não vem sozinha, vem com meus filhos. O mais velho joga e os dois mais novos podem vir. A visita é igual e o tratamento é igual para todo mundo. As mentiras que tem saído que sou liderança, que eu tenho problema psicológico. Nunca tive isso, nunca tive que tomar remédio, graças a Deus. Apesar da dificuldade que é estar numa penitenciária, normal, mas graças a Deus sempre tive uma cabeça boa e estou fazendo tudo aquilo que todos reeducandos também podem fazer”, declarou Robinho.

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O ex-atleta cumpre pena de nove anos em regime fechado após a homologação, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), da sentença da Justiça italiana que o condenou por estupro coletivo contra uma mulher albanesa, em 2013. A decisão definitiva da Itália foi confirmada em 2022, e a execução da pena começou em março de 2024, após o STJ autorizar o cumprimento no Brasil.

Desde então, a defesa tenta reverter a prisão e pleiteou, sem sucesso, a redução de 50 dias da pena com base em um curso profissionalizante feito pelo ex-jogador. O Supremo Tribunal Federal chegou a discutir recursos sobre o caso, mas manteve a decisão.

Relembre o caso Robinho

Ídolo do Santos com passagens por Seleção Brasileira, Atlético, Real Madrid, Manchester City e Milan, Robinho recebeu uma sentença de 9 anos de prisão por participação no estupro coletivo de uma mulher de 23 anos. O crime ocorreu em uma boate italiana, em 2013. À época, Robinho atuava pelo Milan, da Itália.

Durante as investigações, a justiça italiana interceptou uma série de ligações telefônicas entre o ex-atleta e amigos, também acusados e condenados pelo mesmo estupro. Nas gravações, Robinho e amigos fazem piada da situação, acreditando que estariam livres da punição.

Segundo as investigações, Robinho e amigos estavam em uma boate em Milão, comemorando o aniversário de um deles, quando conheceram a vítima. Em uma das interceptações, Robinho diz que os amigos “rangaram” a vítima, em ato considerado pela justiça como estupro coletivo.

Prisão de Robinho

ex-jogador da Seleção Brasileira está preso no interior de São Paulo desde o dia 22 de março de 2024, cumprindo condenação a 9 anos de prisão por estupro coletivo cometido na Itália, em 2013.

Como a legislação do Brasil não permite a extradição de cidadãos nascidos para cumprimento de pena em outros países, o STJ decidiu pela prisão de Robinho aqui no Brasil para cumprimento da sentença. A decisão foi endossada pelo STF.

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