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Conheça vice do São Paulo que pode virar presidente em caso de impeachment

Votação que determinará futuro de Julio Casares acontece nesta sexta-feira (16), às 18h30

Ana Karolina Reis, da CNN Brasil
Harry Massis Júnior, dirigente do São Paulo
Harry Massis Júnior, vice-presidente do São Paulo  • Divulgação/Harry Massis Júnior
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A sexta-feira (16) promete ser um dia crucial no São Paulo. A votação do pedido impeachment do presidente Julio Casares promete movimentar a política do clube.

A reunião que determinará o futuro do mandatário acontece a partir das 18h30, no Salão Nobre do Morumbis e será realizada no formato híbrido (presencial e online).

O formato foi determinado pela Justiça, que rejeitou o recurso do São Paulo para que a votação fosse realizada 100% presencialmente.

A votação do Conselho Deliberativo contra Casares é baseado na denúncia tornada pública em dezembro do ano passado quanto a um suposto esquema de comercialização irregular de camarotes do Morumbis em dias de show.

Mas, caso Casares seja afastado do cargo, quem assume? A CNN explica.

Harry Massis Junior assume em caso de impeachment

Caso o impeachment de Casares seja aceito, quem assume a presidência do São Paulo, de acordo com o estatuto do clube, é o vice-presidente, primeiro na linha de sucessão — no caso, o empresário Harry Massis Junior, de 80 anos.

Massis, membro do grupo político Vanguarda, foi eleito junto a Casares para o triênio 2021-2022-2023 e reeleito para o período seguinte, 2024-2025-2026. Ele tem longa trajetória no clube, sendo conselheiro vitalício desde 1964 e um dos sócios mais antigos da equipe paulista.

Harry ja ocupou cargos de liderança e já atuou em diferentes frentes políticas no Tricolor. Entre 2001 e 2002, foi diretor adjunto de futebol durante a conquista do título do Torneio Rio-São Paulo de 2001. Nos Mundiais de 1992 e 1993, desempenhou a função de diretor adjunto administrativo e fez parte da delegação nas vitórias internacionais.

Além da sua ligação com o São Paulo, Harry Massis é empresário. O dirigente é dono da rede do Hotel Massis, além de uma rede de garagens e estacionamentos que leva o seu nome.

Impeachment de Casares

Para que haja o afastamento, são exigidos 171 votos entre os 254 possíveis, o equivalente a dois terços do colegiado. A reunião só pode ser instalada com a presença mínima de 75% dos conselheiros.

Já a votação ocorrerá em formato híbrido, com a possibilidade de participação on-line. As regras foram estabelecidas por decisão judicial, depois de impasses entre o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior, e integrantes da oposição.

As divergências tiveram como base a interpretação dos artigos 58 e 112 do Estatuto do São Paulo.

E se a votação favorecer Casares?

Caso os votos necessários para aprovar o impeachment não alcance 171 conselheiros, Julio Casares segue na presidência do São Paulo. Seu mandato se encerra no fim deste ano.

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