CBF: Justiça pede eleição "o mais rápido possível" após saída de Ednaldo
Fernando José Sarney assume o cargo até a posse da diretoria eleita
A 19ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) quer eleição "o mais rápido possível" para uma nova diretoria da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O pedido vem no mesma decisão que afastou Ednaldo Rodrigues da presidência da entidade máxima do futebol brasileiro.
A decisão da Justiça foi motivada por uma suposta falsificação da assinatura do Coronel Nunes, um dos vice-presidentes da entidade, em um documento que, na prática, mantinha Ednaldo Rodrigues na presidência da CBF. Esse documento encerrou a ação que questionava o processo da eleição de Ednaldo para o comando da confederação. Se comprovada a falsificação da assinatura, a eleição de Ednaldo se tornaria inválida.
Com o afastamento de Ednaldo, Fernando José Sarney assume o cargo "como responsável pela convocação de eleição para os cargos diretivos da CBF, no prazo mais expedito previsto estatutariamente, ficando a seu cargo até a posse da Diretoria eleita, o exercício das funções e atribuições previstas no art. 7º do estatuto da referida entidade, servindo, por conta da urgência, a decisão como mandado e ofício para imediato cumprimento".
Horas depois da publicação desta reportagem, a CBF definiu o dia das eleições. O pleito será no domingo, 25 de maio.
Além disso, o desembargador Gabriel De Oliveira Zefiro determinou que "que o Vice-Presidente da CBF, Fernando José Sarney, realize a eleição para os cargos diretivos da CBF, na qualidade de interventor, o mais rápido possível, obedecendo-se os prazos estatutários, ficando a seu cargo, até a posse da diretoria eleita, os poderes inerentes à administração da instituição, dispostos no art.7º do Estatuto da Entidade".
Denúncias atendidas
Na semana anterior, o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia recebido duas denúncias contra Ednaldo Rodrigues. Uma da deputada Daniela do Waguinho (União Brasil-RJ) e outra de Fernando Sarney, vice-presidente da CBF.
Gilmar Mendes, relator do caso, recusou os pedidos de afastamento do presidente, mas guiou o caso de volta para a Justiça do Rio, que publicou a sentença nesta quinta-feira (15).
A decisão do desembargador Gabriel Zefiro parte do princípio de que o Coronel Nunes, intimado para audiência na última segunda-feira (12), não compareceu à sessão sobre a possível falsificação de assinatura em acordo que legitimou a eleição de Ednaldo Rodrigues, em 2023.



