"Quem é correto não tem o que temer", disse Ednaldo antes de ser afastado

Momentos prévios ao seu afastamento da CBF, Ednaldo Rodrigues disse estar tranquilo

Gabriel Teles, da CNN
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Pouco antes de ser afastado da presidência da CBF nesta quinta-feira (15), Ednaldo Rodrigues falou com alguns jornalistas sobre os problemas na Justiça.

“Eu me sinto tranquilo, quem faz as coisas corretas não tem o que temer. Respeitar os posicionamentos e acreditar na Justiça”, afirmou em entrevista à Placar.

Entenda a situação

Ednaldo Rodrigues foi afastado da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A decisão da Justiça foi motivada por uma suposta falsificação da assinatura do Coronel Nunes, um dos vice-presidentes da entidade, em um documento que, na prática, mantinha Ednaldo Rodrigues na presidência da CBF.

Esse documento encerrou a ação que questionava o processo da eleição de Ednaldo para o comando da confederação. Se comprovada a falsificação da assinatura, a eleição de Ednaldo se tornaria inválida.

decisão foi publicada pela 19ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). O responsável é o desembargador Gabriel De Oliveira Zefiro, presidente da comissão, que atendeu o pedido do vice-presidente, Fernando Sarney.

O vice-presidente, inclusive, foi nomeado interventor pelo TJ-RJ e deve convocar eleições “o mais rápido possível”.

“DECLARO NULO O ACORDO FIRMADO ENTRE AS PARTES, HOMOLOGADO OUTRORA PELA CORTE SUPERIOR, em razão da incapacidade mental e de possível falsificação da assinatura de um dos signatários, ANTÔNIO CARLOS NUNES DE LIMA, conhecido por CORONEL NUNES”, explicou o magistrado.

Denúncias atendidas

Na semana anterior, o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia recebido duas denúncias contra Ednaldo Rodrigues. Uma da deputada Daniela do Waguinho (União Brasil-RJ) e outra de Fernando Sarney, vice-presidente da CBF.

Gilmar Mendes, relator do caso, recusou os pedidos de afastamento do presidente, mas guiou o caso de volta para a Justiça do Rio, que publicou a sentença nesta quinta-feira (15).

A decisão do desembargador Gabriel Zefiro parte do princípio de que o Coronel Nunes, intimado para audiência na última segunda-feira (12), não compareceu à sessão sobre a possível falsificação de assinatura em acordo que legitimou a eleição de Ednaldo Rodrigues, em 2023.

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