
Presidente do Vasco, Pedrinho presta depoimento após denúncia de sequestro
Dirigente recebeu "dica" de plano de sequestro e confirmou que ainda se sente ameaçado

Pedrinho, presidente do Vasco, prestou depoimento na Delegacia Antissequestro da Zona Sul do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (14).
O dirigente recebeu uma denúncia de um possível plano de sequestro contra si na última semana e revelou que vive rodeado de seguranças após o ocorrido. O depoimento faz parte da investigação da Polícia Civil.
Entenda o caso
Entre julho e agosto, o Disque Denúncia recebeu duas ligações anônimas sobre o plano de sequestro do presidente do Vasco. Pedrinho foi informado sobre o assunto no dia 5 de agosto, um dia antes do "Dia D" para que o crime fosse cometido.
Os relatos afirmam que a milícia do Rio de Janeiro estaria por trás do plano, que seria colocado em prática por naturais de Bangu, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro. É importante destacar que a veracidade das denúncias ainda não foi confirmada.
Pedrinho desabafa após possível sequestro
Ainda na delegacia, Pedrinho voltou a falar sobre a gravidade do problema.
"Eu fui comunicado, procurado pelo DAS, fui informado pelo DAS sobre a denúncia. É lógico que, no primeiro momento, é um impacto forte. A gente fica preocupado principalmente pela questão familiar. Então a orientação do DAS foi para reforçar a segurança, para que abrisse uma investigação. Obviamente, isso foi feito. A preocupação existe, mas eu confio muito na justiça, eu confio na polícia. Se for um problema social, realmente já é muito grave", frisou.
"Se for um problema político ou de futebol, para mim é mais grave ainda, é mais ainda. Por isso que a investigação tem que ir a fundo. Mas é um processo confidencial. Mas através da orientação do DAS, eu obviamente reforcei a segurança. Espero que seja o mais rápido possível a velocidade da investigação. Para que eu possa seguir a minha vida de forma tranquila", analisou, antes de concluir:
"Eu, obviamente, fico mais preocupado com os meus familiares, porque é normal quem está à frente do processo aguentar um pouco mais. Me incomoda porque, se for direcionado para uma questão esportiva, a gente entra para fazer o melhor e nem sempre o melhor acontece. Isso não quer dizer que você tem que ter uma punição com a sua própria vida. Vamos esperar a investigação, mas é muito ruim para todos nós que estamos envolvidos com futebol", finalizou, em entrevista ao ge.


