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    LALIGA reconhece erro em caso Vinícius Júnior e anuncia novas ações contra racismo

    Entidade vai lançar uma plataforma para denúncias em estádios com informações sobre o tema

    Vinicius Junior em comemoração pelo gol contra o Milan no Rose Bowl Stadium, nos Estados Unidos
    Vinicius Junior em comemoração pelo gol contra o Milan no Rose Bowl Stadium, nos Estados Unidos Antonio Villalba/Getty Images

    Da CNN

    Na manhã desta terça-feira (8), a organizadora do Campeonato Espanhol, LALIGA, realizou a apresentação da nova temporada da competição e anunciou o lançamento de uma plataforma de denúncias de racismo nos estádios. O evento teve a participação de Daniel Alonso, representante da entidade no Brasil.

    O aplicativo LALIGA vs Racismo deve estar disponível na semana que vem. A ferramenta vai funcionar como um canal de denúncia, além de conter informações sobre as competências da instituição e como ajudar a combater o racismo.

    “A gente quer colocar essa pauta na prateleira e que todo mundo saiba se informar. É um trabalho de formação do torcedor também. Vai demorar, vai levar seu tempo. Mas temos que fazer tudo, da nossa parte, para acabar com esse problema”, explicou Daniel Alonso. 

    Racismo envolvendo Vinícius Jr.

    A nova medida chega após a repercussão dos casos de racismo envolvendo Vinícius Junior durante o Campeonato Espanhol da última temporada. O jogador foi vítima de ataques e ofensas racistas de torcedores e até de jogadores, além de declarações preconceituosas de parte da imprensa da Espanha.

    LALIGA foi bastante criticada por torcedores nas redes sociais, que exigiam medidas mais contundentes da entidade em relação aos episódios. Alonso reconhece que houve erros por parte da instituição, mas reiterou que a organizadora do campeonato não pode punir clubes ou jogadores por racismo e que já vem oferecendo suporte nesses casos há anos.

    Foi a única falha (falta de comunicação)? Não, nosso presidente [Javier Tebas] pediu desculpas. Mas o que não pode ficar em dúvida é o nosso compromisso contra o racismo. Trazer à tona o que a gente vem fazendo há dez anos: colocando recursos, denunciando, tentando proteger os atletas. Quando um jogador não entende que a gente está o protegendo, temos que comunicar melhor, explicar que a gente quer protegê-lo, mas o que ele está pedindo não conseguimos fazer”, contou o dirigente. 

    Novas ações

    De acordo com a Justiça da Espanha, LALIGA não pode punir atos racistas, somente denunciar e identificar os infratores. O dirigente disse ainda que a impossibilidade de punição não impede novas ações.

    “Isso não exime nossa responsabilidade de agir e de então ganhar mais espaço para agir melhor e mais rápido. Não foi  falha de comunicação, a gente vai comunicar melhor, mas vai também trazer nossas ações para combater o racismo”, completou. 

    Segundo Leonardo Ferreira, também delegado de LALIGA no Brasil, o aplicativo para denunciar casos de racismo nos estádios surgiu a partir de ideias de um grupo criado internamente. Daniel Alonso também falou sobre essa medida da empresa.

    Somos quase 20 pessoas de diferentes países, com diferentes impactos do problema. Não foi no Brasil, tem impacto no mundo inteiro. A gente juntou essas pessoas que estão em contato, que sofreram racismo na vida também. Colegas da África, da Ásia, chineses, indianos. Quisemos trazer essas pessoas que têm lugar de fala para entender realmente o problema e encontrar soluções dentro do que a gente consegue fazer”, conta Alonso.

    O delegado afirmou que jogadores e ex-jogadores ainda não fazem parte desse grupo de trabalho, mas que a ideia é incluir os atletas mais para frente. 


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