Lenda do UFC, Jon Jones revela artrite severa e cogita uso de prótese

Ex-campeão dos meio-pesados e dos pesados diz conviver com dores intensas há anos e condiciona retorno ao UFC a uma recompensa especial

Gabriel Teles, da CNN Brasil
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Considerado um dos maiores nomes da história do UFC, Jon Jones revelou conviver há anos com uma artrite severa no quadril esquerdo e admitiu que já reúne condições médicas para passar por uma cirurgia de prótese. A declaração foi feita em conversa informal nos bastidores do Dirty Boxing Championship 5, evento do qual participou recentemente.

Duplo-campeão do Ultimate, com títulos nos meio-pesados e nos pesados, o lutador norte-americano comentou o impacto físico do problema e evitou alimentar especulações sobre uma possível trilogia contra Daniel Cormier, rival histórico de sua carreira. Ao falar sobre a condição, Jones deixou claro que a limitação vai além do desgaste comum do alto rendimento.

“Eu tenho artrite severa. A maioria das pessoas não sabe disso. Meu quadril esquerdo está tomado pela artrite. Na prática, já me qualifico para uma cirurgia de prótese de quadril”, afirmou o atleta.

“No meu último training camp, eu ia dormir com tanta dor”, completou.

A mais recente aparição de Jon Jones no UFC ocorreu em novembro de 2024, quando derrotou Stipe Miocic e manteve o cinturão peso-pesado. Desde então, o futuro do campeão passou a ser tratado com cautela, tanto pela organização quanto pelo próprio lutador.

Ao dimensionar a gravidade da situação, Jones afirmou que o UFC tem conhecimento do quadro clínico e entende os riscos envolvidos em um eventual retorno.

“O UFC sabe da gravidade da minha artrite. Eles também sabem que, se eu arriscasse tudo pela última vez e suportasse esse nível de dor, a recompensa teria que ser algo especial, mais do que um grande pagamento. Para mim, essa recompensa era e ainda é a Casa Branca”, declarou.

A fala faz referência à possibilidade de um card especial do UFC na Casa Branca, marcado para o dia 14 de junho. Jones manifestou interesse em liderar o evento em uma superluta contra o brasileiro Alex Poatan, que subiria ao peso-pesado para o confronto.

A ideia, no entanto, encontrou resistência interna. Dana White, presidente da organização, afirmou publicamente que não confia no norte-americano para encabeçar um evento desse porte.

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