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    Golfe: Brasil pode ter representante na Olimpíada de Paris 2024

    O paulista Fred Biondi subiu 100 posições no ranking mundial e ainda tem chances de conquistar vaga

    Fred Biondi em etapa do PGA Tour
    Fred Biondi em etapa do PGA Tour Foto: Brennan Asplen/Getty Images

    Ricardo Fonsecada CNN

    O brasileiro Fred Biondi, campeão universitário nos Estados Unidos, na categoria individual e por equipes, poderá ser o único representante do Brasil no golfe das Olimpíadas de Paris 2024.

    O atleta que atua no Korn Ferry Tour (KFT), circuito de acesso ao PGA Tour, maior torneio da modalidade, conseguiu feitos importantes nas últimas semanas que o fizeram dar um salto de 100 posições no ranking mundial do golfe (OWGR, na sigla em inglês), usado para definir os classificados para os Jogos Olímpicos, tanto na chave masculina como na feminina.

    Em menos de um ano no circuito profissional, Fred Biondi já é o número 479 do mundo e ainda precisa ganhar cerca de 100 posições para se garantir em Paris.

    Apesar de apenas os 60 melhores do ranking mundial se classificarem para as Olimpíadas, há um limite máximo de representantes por país, o que estende essa classificação até, aproximadamente, a posição 400, no caso da categoria masculina.

    Cada nação pode inscrever no máximo quatro golfistas, desde que todos eles estejam entre os 15 melhores do mundo, e no máximo dois, nos demais casos.

    Ascenção do brasileiro

    Fred viu crescerem suas possibilidades de disputar a Olimpíada de Paris 2024 ao terminar em 26º lugar, entre 144 participantes, no Valspar Championship, do PGA Tour, encerrado no último domingo (24), em que jogou após convite de patrocinadores.

    Graças a esse resultado, o brasileiro subiu 100 colocações no ranking mundial e começa a vislumbrar a vaga olímpica. Na semana anterior, jogando também com convite no Puerto Rico Open, do PGA Tour, Fred terminou em 32º lugar e ganhou outras 50 posições.

    O ranking mundial utiliza um sofisticado sistema de pontuação que leva em conta o tamanho do Tour e o ranking dos jogadores presentes em cada etapa. Além disso, para determinar a média de pontos de cada jogador, valem apenas as últimas 104 semanas (dois anos corridos). Os pontos conquistados nas 13 semanas mais recentes valem integralmente, mas vão perdendo 1,1% de seu valor nas 91 semanas seguintes, até zerarem, após dois anos.

    Contas para Paris

    Dois pontos importantes contam a favor de Fred nessa reta final para Paris: todos os seus pontos mais altos são recentes, ou seja, perderão pouco valor nas próximas semanas. Ele tem apenas 20 torneios jogados como profissional no período, sendo que o OWGR utiliza um divisor mínimo de 40 torneios, ou seja, todos os pontos que Fred conquistar nos próximo meses não aumentarão seu divisor.

    Fred pode conquistar os pontos que o separam da classificação olímpica tanto em seu circuito, o KFT, como no PGA Tour, onde ainda poderá jogar mais alguns torneios por convite.

    O golfista brasileiro ganhou 2,35 pontos no Valspar, total que ele pode conseguir ou mesmo superar com duas colocações entre os sete primeiros em torneios do KFT, onde a pontuação é menor, ou com um Top-25 em outro torneio do PGA Tour.

    A lista final do golfe masculino para Paris 2024 será definida pelo ranking mundial do dia 17 de junho de 2024.

    O torneio de golfe olímpico será disputado entre os dias 1 e 4 de agosto, no Golf National, campo que pertence à Federação Francesa de Golfe e que recentemente recebeu a Ryder Cup de 2018, competição bienal por equipes entre os melhores profissionais da Europa e dos Estados Unidos.

    O torneio feminino do golfe, onde o Brasil não terá representantes, acontece entre 7 e 10 de agosto.

    Campo de golfe da Olimpíada de Paris 2024
    Campo de golfe da Olimpíada de Paris 2024 / Foto: Divulgação/ Paris 2024

    Golfe nas Olimpíadas

    O golfe foi esporte olímpico entre 1900 e 1904, retornando a competição no Rio 2016, quando três brasileiros participaram por mérito próprio (há uma vaga reservada para o país-sede, em cada chave, se necessário).

    O Brasil foi representado pelo gaúcho Adilson da Silva, que teve a honra de dar a primeira tacada olímpica em 112 anos. Atualmente, Adilson joga no circuito asiático dos veteranos (50 anos ou mais).

    No feminino, o Brasil teve duas representantes no Rio 2016: a paulista Victoria Alimonda e Miriam Nagl, que nasceu no Paraná, mas sempre jogou na Alemanha, terra de seus pais. Em Tóquio 2020 (jogados em 2021 por causa da pandemia), o Brasil não teve representantes no golfe.


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