Skate e surfe podem deixar os Jogos Olímpicos, diz jornal
Modalidades deixariam o programa olímpico a partir de 2032 em meio a uma redução planejada pelo COI; Brasil seria diretamente impactado

Modalidades como skate, surfe e escalada correm risco de deixar o programa olímpico a partir dos Jogos de Brisbane em 2028, segundo o jornal britânico The Guardian.
A publicação explica que o Comitê Olímpico Internacional (COI) planeja uma redução no número de modalidades esportivas a partir da Olimpíada que será sediada na Austrália, com a diminuição do limite de 10.500 atletas.
Além disso, a entidade vê necessidade de modernizar os Jogos Olímpicos, levando em consideração variáveis como audiência, custos, complexidade das instalações e tamanho do grupo de atletas.
Esportes que concentram muitos atletas, como a natação, o atletismo e a ginástica, estão mantidos, mas podem sofrer alterações de disciplinas, como a marcha atlética, por exemplo, que, segundo o The Guardian, também está em risco de deixar o programa.
Consequências para os anfitriões
A eliminação dessas modalidades preocupa os anfitriões, que têm concorrentes ao pódio em algumas delas. Os australianos Beacroft, da marcha atlética, Arisa Trew e Chloe Covell, do skate, a surfista Molly Picklum, número 1 do mundo, e a escaladora Oceana Mackenzie são nomes fortes do país para os Jogos de 2032.
O comitê organizador tem direito a escolher quatro esportes extras, assim como Paris optou por adicionar o breaking, por exemplo. Portanto, caso o COI exclua essas modalidades, Bribane pode adicioná-las novamente. Mas, nesse caso, os organizadores teriam que arcar com os custos extras para a realização das mesmas.
Impacto para o Brasil
A decisão do COI também impactariam diretamente no rendimento olímpico do Brasil. O surfe e o skate se tornaram, desde Tóquio, sinônimos de medalha para o país. Nos últimos dois Jogos Olímpicos, foram oito medalhas nas duas modalidades.
Em Tóquio, o Brasil conquistou três pratas no skate, com Pedro Barros, Kelvin Hoefler e Rayssa Leal, e o ouro no surfe com Ítalo Ferreira.
Em 2024, Tati Weston-Webb ficou com a prata no surfe feminino, enquanto Medina conquistou o terceiro lugar no masculino. No skate, Rayssa Leal e Augusto Akio também garantiram medalhas de bronze.
Entre as outras modalidades ameaçadas, o Brasil também conquistou a prata na marcha atlética, com Caio Bonfim, em Paris. O atleta segue entre as principais chances de pódio para o país em Los Angeles.


