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Jogadores da Inglaterra sofreram racismo de torcedores na Argentina, diz federação

Episódio aconteceu na vitória dos ingleses sobre os argentinos em 12 de julho, na cidade de San Juan

Chiranjit Ojha, da Reuters
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A Inglaterra apresentou uma queixa oficial à World Rugby após seus jogadores terem sofrido abusos racistas de espectadores durante a vitória sobre a Argentina em San Juan, no dia 12 de julho, mas os autores não puderam ser identificados, informou a federação internacional do esporte nesta segunda-feira (21).

Os ingleses fizeram a queixa em 15 de julho, informou a World Rugby em um comunicado, acrescentando que uma investigação imediata foi iniciada envolvendo depoimentos de testemunhas e análise de vídeos.

"Embora esteja claro que houve um incidente, lamentamos que os indivíduos responsáveis não tenham sido identificados", disse a World Rugby.

"Não há lugar no rúgbi ou na sociedade para discriminação, abuso ou discurso de ódio, e qualquer queixa de discriminação é levada extremamente a sério pela World Rugby."

O presidente da entidade, Brett Robinson, condenou o incidente.

"Oferecemos todo o nosso apoio aos jogadores envolvidos e queremos que eles saibam que o rúgbi os apoia na luta contra o racismo. Aplaudo a coragem deles em relatar o que deve ter sido uma experiência extremamente angustiante", disse.

O presidente da União Argentina de Rúgbi (UAR), Gabriel Travaglini, também condenou o incidente, afirmando que um "grupo de cinco ou sete indivíduos" foi responsável pelo abuso.

Mais de 20.000 espectadores estavam no Estádio Bicentenário quando a Inglaterra garantiu a vitória por 2 a 0 na série de dois jogos.

"Infelizmente, apesar de uma busca exaustiva, não foi possível identificar os autores", disse Travaglini.

"Continuaremos a trabalhar em colaboração com a World Rugby para educar os torcedores e erradicar quaisquer manifestações semelhantes no futuro, garantindo que nossos eventos sejam espaços de respeito e inclusão para todos."

O CEO da England Rugby, Bill Sweeney, também condenou o abuso.

"Todo jogador, independentemente de sua origem, tem o direito de representar seu país com orgulho e dignidade, livre de discriminação e abuso. Mantemos contato próximo com os jogadores afetados e oferecemos todo o nosso apoio", disse ele.

"Estamos satisfeitos que a World Rugby tenha agido rapidamente para investigar e agradecemos à UAR por sua total cooperação e apoio durante todo o processo. Confiamos que eles tomarão as medidas necessárias para evitar a repetição de tal comportamento inaceitável."

Em 2020, a União Argentina de Rúgbi retirou Pablo Matera da capitania e o afastou, juntamente com outros dois jogadores, do confronto final da Argentina no Tri Nations contra a Austrália, após o jogador ter supostamente publicado postagens discriminatórias e xenófobas nas redes sociais vários anos antes.

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