Yago Dora revela inspiração em Ronaldo para chegar ao topo do surfe
Campeão da Liga Mundial de Surfe, o brasileiro falou, em coletiva de imprensa, sobre como se espelhou no ex-jogador para dar um salto na carreira
O Brasil ganhou mais um integrante na lista de campeões mundiais de surfe. Na última segunda-feira (1º), Yago Dora venceu a Liga Mundial de Surfe (WSL) pela primeira vez na carreira. Em entrevista coletiva concedida nesta terça (2), ele falou sobre como sua idolatria pelo ex-jogador Ronaldo foi importante para sua carreira.
"Eu cresci com as memórias do Ronaldo jogando na Seleção Brasileira. O Brasil ganhou o penta quando eu era criança. Sempre foi o meu jogador favorito. Eu acho o futebol um esporte muito bonito. Quando era mais novo, acompanhava tudo", contou o curitibano.
Yago também revelou que mudou o número que ele utiliza nos torneios por conta do jogador. "Há dois anos eu mudei o número da minha lycra para nove, porque é o cara que chega na hora e decide. Isso que eu queria me tornar, um cara que se destaca nos momentos grandes", completou.
Em homenagem ao Ronaldo, o surfista fez o corte "Cascão", momento que ficou famoso por parte do jogador no título da Copa do Mundo de 2022 pela Seleção Brasileira.
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Yago Dora conquistou o título da Liga Mundial de Surfe ao vencer o Finals, evento que reúne os cinco melhores surfistas da temporada. Na grande final, ele derrotou o norte-americano Griffin Colapinto por 15.66 a 11.50.
Ao logo do ano, Yago venceu as etapas de Peniche, em Portugal, e de Trestles, nos Estados Unidos. "Muito doido pensar que esse negócio (troféu) aqui é meu para sempre", disse o brasileiro apontando para a taça da WSL.
Hegemonia brasileira no surfe
Com a conquista de Yago Dora, o Brasil chegou no seu oitavo título da Liga Mundial nos últimos 11 anos. Gabriel Medina (três vezes), Filipe Toledo (duas), Mineirinho e Ítalo Ferreira são os outros campeões do país.
“O Brasil vive um ciclo virtuoso no surfe mundial. Dentro d’água, nossos atletas acumulam títulos históricos. Fora dela, somos palco dos maiores eventos, líderes de audiência e de base de fãs. Esse movimento se retroalimenta: cada vitória amplia nossa relevância global, e as consequências são condições cada vez maiores para novos campeões surgirem", analisou Ivan Martinho, presidente da WSL na América Latina.


