
Australian Open: Sabalenka e Rybakina decidem título em revanche de peso
Decisão em Melbourne acontece na manhã deste sábado (31)

Aryna Sabalenka buscará neste sábado o terceiro título do Australian Open em quatro anos ao enfrentar a também potente Elena Rybakina, em uma revanche de peso da final disputada entre elas há três temporadas.
O cenário mudou desde a conquista que marcou a virada de chave de Sabalenka em 2023. Aos 27 anos, a bielorrussa chega como favorita clara após somar mais três títulos de Grand Slam, enquanto Rybakina ainda não voltou a vencer um major desde o triunfo em Wimbledon, em 2022.
As duas se conhecem bem: já se enfrentaram 14 vezes no circuito, com leve vantagem para Sabalenka em uma rivalidade marcada por trocas pesadas do fundo de quadra e frequentes mudanças de momentum. Ainda assim, a número 1 do mundo afirmou que o histórico terá pouca relevância na Rod Laver Arena.
“Nós duas somos jogadoras diferentes”, disse Sabalenka.
“Passamos por coisas diferentes e estamos muito mais fortes mental e fisicamente. Estamos jogando um tênis melhor agora. Então vou encarar isso como uma partida completamente diferente. Temos uma longa história depois daquela final. Vou abordar esse jogo como se fosse o primeiro e farei o meu melhor”.
Uma vitória dará a Sabalenka o quinto título de Grand Slam da carreira, igualando-a a Martina Hingis e Maria Sharapova e consolidando seu lugar entre as jogadoras mais vitoriosas da era moderna.
Direito de se gabar
Nascida na Rússia e representante do Cazaquistão, Rybakina chega com a vantagem do confronto mais recente, após derrotar Sabalenka na final do WTA Finals, no fim de 2025. A cabeça de chave número cinco afirmou que pretende usar essa experiência a seu favor em Melbourne Park.
“Claro que muitos anos se passaram e muitas partidas foram jogadas”, disse Rybakina.
“Espero que toda a experiência que tive no último jogo e na última final que disputei aqui possa ser levada para a partida de sábado, e que eu possa fazer o meu melhor.
Como somos duas jogadoras muito agressivas, o saque será importante. Vou lutar até o fim e, espero, desta vez vai dar certo para mim”.
Dado o contexto da guerra da Rússia contra a Ucrânia e o papel da Belarus como base logística da invasão, a final também terá contornos políticos, considerando as origens de Sabalenka e os vínculos iniciais de Rybakina com Moscou.
Melbourne, no entanto, tem sido especialmente favorável a Sabalenka. Ela venceu 26 de suas últimas 27 partidas no primeiro Grand Slam da temporada, com a única derrota ocorrendo na final de 2025, contra Madison Keys, que impediu um tricampeonato consecutivo em Melbourne Park.
O jogo da bielorrussa se adapta perfeitamente às quadras duras e rápidas, de piso azul, que potencializam seu saque pesado e os golpes chapados do fundo. Em 2026, ela chegou à final sem perder um set.
Rybakina também foi eficiente, e esta é a primeira vez desde 2004 — com Justine Henin e Kim Clijsters — que as duas finalistas do torneio feminino do Australian Open alcançam a decisão sem ceder um set.
Enquanto Sabalenka passou com tranquilidade por Elina Svitolina na semifinal, vencendo por 6-2 e 6-3, Rybakina precisou lutar mais para superar Jessica Pegula por 6-3, 7-6(7) e manter sua campanha perfeita.
Campeã de Wimbledon em 2022, Rybakina vive grande fase desde o fim do ano passado, com 13 vitórias nas últimas 14 partidas e um nível de consistência que a transformou em uma ameaça real ao título.


